Artemis II acelera estudos científicos sobre crateras lunares
Embora a 1° missão espacial do século 21 tenha servido de teste de equipamentos, as mais de 7.000 fotos da Lua por ela registradas podem promover avanço da ciência

A recente missão espacial Artemis II já foi inovadora em diversas áreas do voo interplanetário. Porém, as mais de 7.000 fotografias tiradas por equipamentos e tripulantes durante a viagem em torno da Lua proporcionaram informações para estudiosos das crateras lunares.
Conforme os especialistas na área, essas fotografias ajudariam a entender a composição mineral da Lua. Assim, entendendo do que a lua é feita, poderíamos compreender como ela surgiu e quais são os possíveis minerais de outros corpos de nossa galáxia.
O voo
Surpreendentemente, o sobrevoo lunar do dia 6 de abril proporcionou mais de 7.000 fotografias do astro, incluindo o eclipse solar. Ainda, diante das fotos, antigos fluxos de atividades vulcânicas foram identificados e possibilitaram avançar nos estudos científicos.
No entanto, essas fotografias não foram por acaso. Na véspera da passagem, o centro de controle da Nasa enviou uma lista com 30 alvos para análise e fotos. Dentre eles, impactos quilométricos e restos recentes de colisão de asteroides.
Por mais que a comunidade científica esteja curiosa por essas fotografias, a Nasa informou que antes irá produzir um relatório preliminar com base nas observações, e que o liberará em até 6 meses.
Durante uma entrevista coletiva, Kelsey Young, chefe de ciência da missão afirmou:
Uma sala de avaliação com várias dezenas de cientistas já está trabalhando nas imagens […] As conversas e o aprendizado científico estão apenas começando.”
Objetivos futuros
Vale destacar ainda que uma das zonas analisadas foram as bacias surgidas há 4 milhões de anos, regiões amplamente cogitadas para pouso em futuras missões da Nasa.
Conforme a Folha, essas fotografias de crateras podem nos indicar, através das tonalidades do solo da Lua, os minerais e as diversas camadas de recursos que podem vir a serem explorados no satélite natural.
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Sandra dos Anjos, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), explicou que as imagens também podem ajudar a fortalecer as hipóteses sobre a origem da Lua.
Além disso, segundo a especialista, os registros contribuem para mostrar e dar promissoras explicações da diferença entre os lados da Lua. Sendo o lado observável, virado para a Terra, que é mais mais montanhoso, e o lado oculto, com um terreno repleto de crateras.
De qualquer forma, as fotografias podem acelerar os estudos sobre a composição lunar.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes