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Submarino nazista com mercúrio vira grave ameaça ambiental na Noruega

Com 65 toneladas de mercúrio, destroços de submarino nazista representam ameaça ambiental e impõem dilema urgente ao governo da Noruega

Modelo digital mostra os destroços do submarino nazista U-864, dividido em duas partes no fundo do mar da Noruega após ser torpedeado em 1945 / Créditos: Reprodução/Kystverket

Um submarino nazista, afundado na Segunda Guerra Mundial, tornou-se o epicentro de uma grave crise ecológica na costa da Noruega.

A embarcação carregava toneladas de materiais tóxicos que agora correm o risco de poluir o oceano. Consequentemente, o governo enfrenta um dilema complexo sobre os destroços.

Naufrágio histórico

De acordo com informações do UOL, o U-864 afundou em 1945 após ser atingido por um torpedo, sendo o único caso confirmado em que um submarino afundou outro estando ambos submersos. Como resultado do impacto, a estrutura partiu-se ao meio, matando os 73 tripulantes instantaneamente. Dessa forma, munição ativa e restos mortais permaneceram a 150 metros de profundidade.

Durante décadas, a exata localização do naufrágio permaneceu um mistério intocável. No entanto, em 2003, a carcaça da embarcação foi descoberta no fundo do mar. Desde então, a situação gera intensos debates sobre a melhor abordagem para o resgate do material.

Perigo iminente

A principal preocupação ambiental reside na carga da embarcação, que transportava 65 toneladas de mercúrio. Além disso, o material estava em garrafas de aço que, com o tempo, começaram a enferrujar e ceder. Por conta disso, o ecossistema marinho local encontra-se em perigo severo.

O vazamento contínuo dessa substância química pode desencadear consequências devastadoras à vida selvagem e humana. Paralelamente, especialistas alertam que o mercúrio afeta o sistema nervoso e causa severa má-formação fetal. Portanto, teme-se uma tragédia similar ao desastre de Minamata, registrado no Japão na década de 1950.

Dilema governamental

Diante do cenário, a Noruega busca tomar uma decisão segura para conter o avanço tóxico. Contudo, qualquer operação de remoção envolve riscos extremos, devido à presença de explosivos ainda ativos. Sendo assim, um passo em falso poderia acelerar o desastre ecológico irremediavelmente.

Por outro lado, manter o submarino e tentar selá-lo no local não garante segurança total a longo prazo. Em vista disso, o país avalia alternativas que minimizem impactos sem violar esse túmulo de guerra. Ademais, o tempo urge para evitar uma catástrofe irreparável no fundo do oceano.


*Sob supervisão de Éric Moreira