Artemis II chega ao ponto mais distante da Terra já alcançado por humanos
Missão Artemis II, da NASA, supera recorde histórico da Apollo 13 e marca o retorno de astronautas ao entorno da Lua

A missão Artemis II entrou para a história neste domingo, 5, ao levar quatro astronautas ao ponto mais distante da Terra já alcançado por seres humanos. Durante o sobrevoo da Lua, a cápsula Orion ultrapassou a marca de 252,7 mil milhas da Terra — cerca de 406 mil quilômetros — superando o recorde mantido desde 1970 pela missão Apollo 13.
O feito representa um marco simbólico e tecnológico para a nova era da exploração espacial. A Artemis II é a primeira missão tripulada a deixar a órbita terrestre baixa desde a Apollo 17, em 1972, e funciona como um teste decisivo para os próximos passos do programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à superfície lunar nos próximos anos.
Tripulação da Artemis II
A bordo da Orion estão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koche o canadense Jeremy Hansen. Além do recorde de distância, a missão também é histórica por seu caráter representativo: Glover se torna a primeira pessoa negra a viajar tão longe da Terra, Koch a primeira mulher, e Hansen o primeiro não norte-americano a realizar esse trajeto.

O voo segue uma trajetória de retorno livre, semelhante à usada na Apollo 13. Isso significa que a própria gravidade da Lua é utilizada para impulsionar a cápsula de volta à Terra, reduzindo a necessidade de grandes correções de propulsão e aumentando a segurança da missão. Durante a passagem pelo lado oculto do satélite natural, a tripulação enfrentou um período temporário de blackout nas comunicações, reproduzindo um dos momentos clássicos das missões Apollo.
A expectativa é que os astronautas também registrem imagens históricas durante o sobrevoo, incluindo uma tentativa de recriar a famosa fotografia “Earthrise”, capturada pela Apollo 8 em 1968, em que a Terra aparece surgindo sobre o horizonte lunar.
A Artemis II deve retornar à Terra nos próximos dias, encerrando uma jornada de cerca de dez dias que já entrou para a história da exploração espacial como o momento em que a humanidade foi, literalmente, mais longe do que nunca.