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Ossos de homem desaparecido há 50 anos são encontrados

Em 1974, um homem de 19 anos de idade saiu de Montana para viajar e não foi mais visto; cinco décadas depois seus restos mortais seriam encontrados

Mark Smith - Créditos: Polícia Estadual do Oregon

Um homem desaparecido por mais de 50 anos foi visto pela última vez em Montana, em 1974, ao sair para viajar. Sem pistas de seu paradeiro, sua história teve um novo capítulo só agora, 52 anos depois, quando seus fragmentos ósseos foram identificados.

Em 1978, as autoridades informaram que madeireiros haviam encontrado fragmentos de restos mortais na área de Holcomb Peak, em Oregon, nos Estados Unidos. Detetives também coletaram um pedaço de camisa e de um suéter marrom que estava próximo do crânio encontrado, além de um pedaço de escápula. As autoridades não conseguiram identificar a vítima e acreditavam que os restos mortais pertenciam a uma menina entre 16 e 18 anos.

No ano de 2020, o Gabinete do Médico Legista do Estado do Oregon enviou os restos mortais encontrados para a Universidade do Norte do Texas para analisar o DNA, que determinou que, na verdade, a vítima era do sexo masculino.

As autoridades informaram que as investigações foram retomadas e que os perfis de homens desaparecidos foram pesquisados em busca de alguma correspondência. “Infelizmente, nenhuma correspondência foi encontrada”, completaram.

No mesmo ano, o Instituto Médico Legal firmou uma parceria com o laboratório privado, DNA Labs Internacional, em busca de auxílio na identificação genética forense e genealógica. Inicialmente, o laboratório não conseguiu concluir a análise dos restos mortais disponíveis, mas os cientistas continuaram trabalhando pro bono.

Nos anos anteriores, o laboratório reuniu pistas genealógicas, incluindo um resumo de ancestralidade, informou a People.

O policial estadual revelou que a pista incluía um resumo de ancestralidade indicando uma mistura de herança do Atlântico Norte, do Báltico e do Mediterrâneo Ocidental. “Os genealogistas conseguiram identificar um ancestral nascido no início de 1800, de quem o indivíduo não identificado descendia. No entanto, a linhagem familiar estagnou logo depois, e mesmo o sequenciamento completo do genoma só conseguiu identificar uma linhagem distante”, finalizou.

Em setembro de 2025, um kit de DNA recém-carregado ajudou a localizar uma família que tinha um irmão desaparecido em meados de 1970.

Uma amostra de DNA de um irmão resultou na identificação de Mark Smith, informaram as autoridades.

A vítima

Mark Smith, que fazia parte de uma família grande, nasceu em 4 de outubro de 1954. Sua última foto foi tirada no casamento de sua irmã, em setembro de 1973. No ano seguinte, Smith, com 19 anos, saiu de casa para viajar e nunca mais se teve notícias do rapaz.

Sua irmã revelou ao Instituto Médico Legal que durante todos esses anos a família pensava nele todos os dias, relatou as autoridades.

A antropóloga forense do estado, Hailey Collord-Stalder, revelou em comunicado, divulgado pela Polícia Estadual do Oregon, que estão muito gratos por Mark finalmente ter sido devolvido para a família. “Essa identificação reflete anos de persistência, colaboração científica e o poder crescente da genealogia genética forense”, concluiu.

Não há indícios de crime, mas a investigação sobre a causa da morte está em andamento.


  • Sob supervisão de Giovanna Gomes