Gravuras rupestres de mais de mil anos são danificadas nos EUA; autoridades buscam responsáveis
Segundo as autoridades norte-americanas, os danos às gravuras rupestres foram feitos de maneira "grosseira", sobre e ao redor das inscrições originais

Autoridades de Utah, nos Estados Unidos, estão à procura dos responsáveis por vandalizar um patrimônio arqueológico milenar. O caso, registrado nesta segunda-feira, 23, levou à abertura de uma investigação após danos serem identificados em um sítio com gravuras rupestres na região remota do Túnel de Tusher, segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Grand.
A formação de arenito localizada a cerca de 354 quilômetros a sudeste de Salt Lake City abriga inscrições com pelo menos mil anos de idade. De acordo com as autoridades, os danos foram feitos de maneira “grosseira”, sobre e ao redor das inscrições originais, que incluem figuras humanas e cenas do cotidiano e são atribuídas a culturas ancestrais dos povos indígenas Pueblo e Fremont. Imagens compartilhadas no Facebook exibem inscrições de grande porte, incluindo números e letras como “646” e “ATV OO”, além da frase “BAJA TOYS”, grafadas logo abaixo de uma figura que parece representar uma pessoa.
O Gabinete do Xerife informou que investiga a possível participação de uma equipe ligada a corridas do tipo Baja, que são competições de resistência realizadas em alta velocidade em terrenos desérticos com quadriciclos, caminhões e motocicletas.
“Este tipo de dano a recursos culturais e históricos é levado a sério e está sendo investigado”, afirmou o órgão em comunicado, pedindo a colaboração da população para identificar os responsáveis.
Como destaca o portal Globo, as imagens também sugerem que o local já havia sofrido depredação no passado. Marcas mais antigas, como nomes, iniciais e datas — entre elas uma de 1934 — aparecem nas proximidades do dano recente.
Caso anterior
O caso ocorre pouco mais de um ano após um episódio semelhante no estado. Em novembro de 2024, uma dupla de turistas foi alvo de uma investigação por esculpir uma parede rochosa entre trilhas na fronteira entre Utah e Arizona. Na ocasião, os danos foram estimados em cerca de US$ 7 mil e um dos suspeitos acabou detido.
Em nota, o Bureau of Land Management ressaltou que o vandalismo em sítios históricos constitui crime e pode provocar perdas irreversíveis. “Esse comportamento destrutivo tem consequências duradouras que nunca poderão ser totalmente reparadas”, destacou.
Por fim, as autoridades reiteraram o apelo: “Agradecemos sua ajuda na proteção desses recursos insubstituíveis”.