Notícias / Formigas

Chinês é preso ao tentar contrabandear mais de 2.000 formigas

O homem chinês foi preso no Quênia após tentativa de contrabandear em sua bagagem mais de 2.000 formigas-rainhas para fora do país

Formigas apreendidas - Créditos: KWS

O cidadão foi preso no principal aeroporto do Quênia ao tentar contrabandear mais de 2.000 formigas-rainhas para fora do país, informou a BBC.

O passageiro, Zhang Kequn, foi interceptado no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (JKIA), em Nairóbi, durante a verificação de segurança. As autoridades descobriram uma grande quantidade de formigas vivas em sua bagagem com destino à China.

As formigas são protegidas por tratados internacionais de biodiversidade e o comércio é altamente regulamentado.

Ele ainda não respondeu à acusação, porém os investigadores afirmaram em tribunal que Kequn estaria ligado a uma rede de combate ao tráfico que foi desmantelada no Quênia no ano passado.

O Serviço de Vida Selvagem do Quênia alertou no ano passado que havia uma crescente demanda por formigas de jardim na Europa e na Ásia, locais onde colecionadores as mantêm como animais de estimação.

Na quarta-feira, 11, um promotor estadual informou ao tribunal as condições em que Kequn havia tentado transportar as formigas. “Em sua bagagem pessoal foram encontradas 1.948 formigas de jardim embaladas em tubos de ensaio especiais […] Outras 300 formigas vivas foram encontradas escondidas em três rolos de papel higiênico dentro da bagagem”, finalizou.

Foi solicitado pelo promotor que o tribunal autorizasse que exames forenses fossem feitos nos dispositivos eletrônicos do suspeito.

Um alto funcionário do KWS (Serviço de Vida Selvagem do Quênia) afirmou à BBC que outras prisões eram esperadas, visto que, os investidores ampliaram a investigação para outras cidades quenianas, local onde a coleta das formigas estava acontecendo.

Outras prisões 

Um tribunal queniano condenou quatro homens a um ano de prisão ou a pagar uma multa de 7.700 dólares por tentarem contrabandear milhares de formigas rainhas para fora do país.

A operação prendeu dois belgas, um vietnamita e um queniano, que se declararam culpados das acusações e a KWS descreveu a ação como “uma operação coordenada e baseada em informações de inteligência”.

Os dois belgas informaram as autoridades que eles colecionavam as formigas como hobby e que não tinham consciência de que essa prática seria ilegal.

Os investigadores afirmaram que Kequn era o mentor desta rede de tráfico, mas que ele fugiu do Quênia utilizando um passaporte diferente.

Para permitir que os detetives realizassem novas investigações, o tribunal autorizou, nesta quarta-feira, que os promotores detessem o suspeito.

O KWS informou que as formigas apreendidas no ano passado eram formigas-cotadeiras gigantes africanas, que são ecologicamente importantes, observando que sua remoção do ecossistema iria prejudicar a biodiversidade e a saúde do solo. O Serviço de Vida Selvagem do Quênia revelou que o caso ocorrido no ano passado foi um “caso histórico”, considerando que eles estão acostumados a proteger animais de grande porte como leões e elefantes.