Boletim de ocorrência é aberto contra Suzane von Richthofen por furto na casa do tio
Boletim aberto por prima do médico Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro, acusa Suzane de furtar bens; herança é disputada na Justiça

Na terça-feira, 3, um boletim de ocorrência foi aberto contra Suzane von Richthofen. O documento a acusa de ter supostamente furtado itens da casa do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no dia 9 de janeiro.
Condenada a 39 anos de prisão por orquestrar a morte dos pais, Marísia e Manfred von Richthofen, Suzane disputa a herança do tio falecido. Quem registrou o boletim de ocorrência, segundo informações repercutidas pelo portal Terra, foi Silvia Gonzalez Magnani, prima e ex-companheira do médico.
Ela aponta que Suzane se apropriou indevidamente de uma lavadora de roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa que continha documentos e dinheiro de Miguel.
Suzane, então, pode estar correndo sérios riscos de voltar para a prisão. Em um cenário onde seja comprovada sua culpa na autoria do crime, ela, que cumpre o restante da pena pela morte dos pais em regime aberto, pode regredir ao sistema carcerário.
Casa invadida
Acontece que uma invasão da casa de Miguel já havia sido registrada na 27ª Delegacia de Polícia do Campo Belo. No dia 20 de janeiro, a casa do médico foi invadida e teve itens furtados. A comunicação do crime foi feita por Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho do médico, que procurou as autoridades após encontrar o imóvel arrombado.
Um vizinho teria observado um comportamento incomum no imóvel, que desde a morte de Miguel está desabitado, e avisado a família. Quando chegaram ao local, a porta da sala, que era blindada, estava arrombada. Os itens citados no B.O. contra Suzane são coincidentemente os mesmos furtados na ocasião.
Disputa milionária
Por trás do caso policial, desenrola-se uma batalha pelo espólio de R$ 5 milhões. Suzane disputa a herança na Justiça e chegou a admitir nos autos que levou bens — incluindo um carro — e soldou o portão, alegando agir para proteger o patrimônio.
Juridicamente, a indignidade que a excluiu da herança dos pais não se aplica automaticamente ao tio; sem um testamento contrário, a lei permite que ela receba sua parte.
Enquanto a questão sucessória tramita na Vara de Família, a esfera criminal segue ativa. A Polícia Civil informou que as diligências continuam em andamento, para identificar a autoria oficial do furto e garantir a responsabilização dos envolvidos.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli