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Estudo detalha caso de homem que sobreviveu 48 horas sem os pulmões

Publicação científica descreve como dispositivo inédito garantiu a sobrevivência do homem após a remoção dos pulmões para combater infecção letal

Equipe da Northwestern Medicine opera paciente mantido vivo por 48 horas sem os pulmões / Créditos: Divulgação / Northwestern Medicine

Um comunicado da Northwestern Medicine detalhou um feito inédito na quinta-feira, 29. Médicos mantiveram um homem vivo por 48 horas sem os pulmões. O procedimento ocorreu no Northwestern Memorial Hospital, em Chicago.

Embora o caso seja de 2023, os detalhes técnicos foram apresentados apenas agora. Eles servem como marco para tratar insuficiências pulmonares graves em pacientes terminais.

O paciente enfrentava uma infecção incurável pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. O quadro evoluiu de uma gripe para pneumonia necrosante e sepse. Segundo o Dr. Ankit Bharat, os órgãos estavam se liquefazendo no corpo. Por isso, os pulmões infectados impediam a recuperação plena do organismo.

Estratégia e inovação

A equipe médica decidiu realizar uma pneumonectomia bilateral para interromper a falência múltipla. A retirada dos órgãos ocorreu antes mesmo da chegada de um doador. Durante dois dias, o paciente sobreviveu com o sistema Total Artificial Lung (TAL). Esse dispositivo experimental substituiu a oxigenação e garantiu a estabilidade do fluxo sanguíneo.

De acordo com informações da revista Galileu, o sistema TAL compensou a ausência da rede vascular pulmonar com sucesso. Ele evitou o colapso do coração durante o período de espera. Além disso, os cirurgiões usaram expansores de tecido com soro fisiológico no tórax. Esses suportes mantiveram o coração posicionado corretamente na cavidade vazia.

Evidências moleculares

A relevância do anúncio reside na análise detalhada dos tecidos removidos. Os pesquisadores usaram mapeamento molecular para estudar as células de regeneração. Os dados confirmaram que o dano pulmonar era totalmente irreversível. Assim, a cirurgia radical foi a única alternativa real de sobrevivência.

Atualmente, os dados constam no relatório oficial divulgado pela universidade. A comunidade médica ainda aguarda a liberação do artigo na revista Med. O sucesso do transplante permitiu que o paciente recuperasse sua rotina normal de forma independente. O caso estabelece novos protocolos para situações críticas de transplante de emergência ao redor do mundo.