Amelia Earhart: imagens inéditas da pioneira da aviação vão a leilão
Imagens inéditas mostram Amelia Earhart, famosa aviadora desaparecida, ao lado de seu Lockheed Electra 10e durante uma parada em Darwin, na Austrália, em 1937

Uma coleção de fotografias inéditas de Amelia Earhart capturadas poucas horas antes do seu último voo recentemente vieram a público. Essas imagens, que vêm à tona quase noventa anos após o desaparecimento da famosa aviadora, mostram Earhart ao lado de seu Lockheed Electra 10e durante uma parada em Darwin, na Austrália, em 1937. O conjunto de fotos será leiloado no próximo sábado, 31, pela casa britânica Henry Aldridge & Son.
As imagens em preto e branco mostram Earhart vestindo uma camisa xadrez de mangas curtas e calças, enquanto interage com um médico próximo à aeronave. Em outra fotografia, a piloto e seu navegador, Fred Noonan, aparecem sentados à sombra do avião, com um caminhão-tanque de combustível ao fundo. Esse registro foi feito durante uma escala crucial para reabastecimento na jornada em que Earhart buscava se tornar a primeira mulher a dar uma volta ao globo de avião.
Amelia Earhart, nascida em 1897, se destacou como uma das figuras mais emblemáticas da aviação do século 20. Seu nome se tornou conhecido mundialmente em 1932, quando se tornou a primeira mulher a realizar um voo solo sobre o Oceano Atlântico. Além de seus feitos notáveis como recordista e autora, ela foi cofundadora da Ninety-Nines em 1929, uma associação internacional dedicada a promover a participação feminina na aviação, desafiando as normas de gênero prevalentes na época.

Descoberta das fotografias
De acordo com o portal GLOBO, as fotografias foram encontradas em um álbum antigo que pertencia a um marinheiro da Marinha Real Australiana. Este álbum é composto majoritariamente por imagens da vida a bordo do HMAS Moresby na década de 1930. Dado que Darwin era um porto estratégico para operações navais, acredita-se que o marinheiro tenha registrado Earhart e Noonan durante a estadia do navio na cidade. O álbum permaneceu em posse privada por quase noventa anos antes de ser colocado à venda por um membro da família do marinheiro.
Após as fotos terem sido tiradas, Earhart e Noonan seguiram viagem para Lae, na Nova Guiné, onde fizeram mais um reabastecimento antes de partir rumo à Ilha Howland no dia 2 de julho de 1937. Infelizmente, o avião nunca alcançou seu destino. A teoria mais aceita é que a aeronave teria esgotado o combustível e caído no Oceano Pacífico; no entanto, nenhuma evidência dos destroços foi encontrada até o momento.

Especulações
Outras especulações incluem a possibilidade de que a piloto tenha pousado em uma ilha próxima e sucumbido à fome ou que ela e Noonan tenham sido capturados por forças japonesas na região sul do Pacífico. Em novembro do ano passado, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a liberação dos registros das últimas comunicações de rádio entre Earhart e o navio da Guarda Costeira americana Itasca. Essas transmissões indicam um crescente desespero por parte da aviadora enquanto ela tentava localizar a Ilha Howland sem sucesso e com escasso combustível.
De acordo com Andrew Aldridge, leiloeiro responsável pela venda das fotos, existem pouquíssimos registros fotográficos de Amelia Earhart tão próximos ao seu último voo. “Essas imagens ficaram em mãos privadas por quase 90 anos. Foram encontradas em um álbum comum, com legendas que permitiram identificá-las”, explicou Aldridge. Com valores estimados entre 800 e 1.200 libras esterlinas, as fotografias não apenas trazem à tona novas evidências sobre a figura icônica da aviação como também reacendem o interesse por um dos mistérios mais intrigantes da história da aviação ainda sem resposta definitiva quase cem anos depois.