O infame relógio do apocalipse está prestes a ser atualizado
Bulletin of the Atomic Scientists divulgará novo posicionamento do relógio do apocalipse, que mede o risco de uma catástrofe global

Cientistas que integram o Bulletin of the Atomic Scientists, organização criada em 1945 por pesquisadores ligados ao projeto das primeiras armas nucleares, anunciarão no próximo dia 27 de janeiro o novo ajuste do Doomsday Clock, conhecido no Brasil como Relógio do Apocalipse ou Relógio do Juízo Final.
Essa atualização anual indica, simbolicamente, o quão próxima a civilização está de uma catástrofe global de origem humana, com a “meia-noite” representando uma calamidade de proporções planetárias, como uma guerra nuclear ou colapso ambiental severo.
O relógio é ajustado levando em conta uma combinação de fatores que os especialistas julgam ameaçar diretamente a sobrevivência da humanidade, incluindo armas nucleares, mudanças climáticas, riscos biológicos e tecnologias disruptivas como a inteligência artificial.
Na mais recente atualização oficial, em janeiro de 2025, o relógio foi ajustado para 89 segundos antes da meia-noite, marcando o ponto mais próximo dessa linha simbólica desde a criação do instrumento em 1947. Essa posição refletiu um contexto global marcado por conflitos internacionais, tensões nucleares persistentes, aceleração da crise climática e preocupações emergentes com aplicações perigosas da tecnologia.
Relógio do Apocalipse
A configuração do Relógio do Apocalipse é decidida pelo Science and Security Board do Bulletin, composto por cientistas e especialistas em segurança global que se reúnem regularmente para avaliar eventos mundiais e determinar se os ponteiros devem avançar ou recuar. Essas decisões não representam uma previsão literal do fim do mundo, mas funcionam como um alerta público sobre riscos existenciais gravíssimos e a necessidade de ação coletiva e diplomática.
O próximo anúncio será acompanhado com atenção por governos e acadêmicos, pois pode sinalizar se a tendência global de ameaças — incluindo conflitos armados, expansão de arsenais nucleares, impactos climáticos extremos e uso indevido de tecnologias avançadas — piorou ou melhorou no último ano. A mobilização global para mitigar esses riscos, segundo especialistas, é crucial para “voltar” simbolicamente o relógio e afastar a humanidade da iminência de uma catástrofe global.