Japão suspende reinício da maior usina nuclear do mundo
Reator No. 6 da usina de Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata, foi desligado depois que um alarme soou durante os procedimentos de retomada

O Japão interrompeu temporariamente o reinício da maior usina nuclear em capacidade instalada do mundo, a usina de Kashiwazaki-Kariwa, apenas um dia depois de religar um de seus reatores, levantando novas questões sobre a retomada da energia atômica no país.
A usina, localizada na província de Niigata e operada pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO) — a mesma empresa responsável pela usina de Fukushima — foi fechada após o desastre de 2011 e permaneceu inoperante por cerca de 15 anos até tentativas recentes de relançar parte de sua produção.
Na noite de 21 de janeiro de, a TEPCO reiniciou o reator No. 6, marcando sua primeira operação desde o acidente de Fukushima. O restart fazia parte de um esforço mais amplo do Japão para aumentar sua produção de energia nuclear, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e enfrentar desafios de segurança energética, especialmente em meio a aumento da demanda e metas de redução de emissões.
Suspensão da usina
No entanto, durante os procedimentos iniciais de operação — especificamente quando parte das barras de controle usadas para regular a reação nuclear estava sendo retirada — um alarme do sistema de monitoramento foi acionado. Em resposta, a TEPCO decidiu suspender imediatamente a operação do reator, afirmando que a causa do alerta precisava ser investigada antes de qualquer novo avanço. A empresa declarou que o reator permanece estável e que não houve impacto radioativo externo, mas que era necessário conduzir uma verificação completa dos sistemas envolvidos.
O reator foi totalmente desligado e colocado em “cold shutdown”, um estado seguro em que a reação em cadeia é interrompida. A TEPCO explicou que o alarme pode estar relacionado a um problema com componentes elétricos no sistema de controle das barras de controle, que são essenciais para gerir a fissão nuclear e a segurança operacional dos reatores.
A usina de Kashiwazaki-Kariwa é considerada a maior do mundo em termos de capacidade instalada, com sete reatores e cerca de 8 200 megawatts de potência total, embora apenas alguns deles tivessem sido aprovados para reinício. O reator No. 7 já vinha sendo avaliado para reativação, mas seu retorno à operação ainda estava previsto para anos posteriores devido a etapas regulatórias e inspeções de segurança.