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Voo da Turkish Airlines faz pouso de emergência após ameaça de bomba

Após falsa ameaça de bomba, voo da Turkish Airlines faz pouso de emergência na Espanha e mobiliza caças da Força Aérea local para a escolta

Avião da Turkish Airlines / Créditos: Getty Images

Na manhã desta quinta-feira, 15, um Airbus A321 da Turkish Airlines, que partiu da Turquia, precisou realizar um pouso de emergência na Espanha. A medida foi tomada após um passageiro receber uma mensagem via celular relatando uma suposta bomba a bordo.

O procedimento seguiu os protocolos de segurança previstos para o setor, sendo anunciado aos ocupantes logo após o alerta da ameaça, que posteriormente se provou falsa. O voo tinha como destino Barcelona e havia decolado de Istambul.

Vistoria e escolta militar

De acordo com informações do UOL, a companhia realizou uma vistoria detalhada na aeronave e não encontrou qualquer irregularidade. O próprio vice-presidente de comunicação da Turkish confirmou que o avião passou por varreduras e nada foi detectado, informando também que o voo de retorno deve ocorrer em breve.

Agora, as autoridades trabalham para identificar o autor da mensagem. Um protocolo de investigação foi aberto para apurar o caso, já que, conforme dados apurados até o momento, a troca de mensagens ocorreu entre dois ocupantes da aeronave. Um deles teria decidido alertar a tripulação sobre o conteúdo. No total, 150 pessoas estavam a bordo no momento do incidente.

Como a segurança do espaço aéreo é prioridade, dois aviões da Força Aérea da Espanha foram mobilizados para escoltar o Airbus, segundo o jornal El País. Esse tipo de interceptação é padrão em casos de ameaça terrorista ou de bomba, visando garantir que o pouso ocorra em área isolada e segura.

Investigação e consequências

A Aena, operadora responsável pelo aeroporto, informou que, apesar da mobilização militar e do isolamento do avião, não houve registro de atrasos em outros voos ou prejuízos à operação local.

O caso agora entra em uma fase de perícia técnica. Especialistas explicam que o uso indevido de tecnologias de transmissão de arquivos, como o AirDrop, tem provocado incidentes semelhantes em diversos aeroportos pelo mundo.

Além do transtorno aos passageiros, essas falsas ameaças geram um alto custo operacional e mobilizam recursos de defesa nacional, o que pode resultar em punições severas e processos criminais para os responsáveis, dependendo das leis locais de aviação e segurança pública.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli