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Especialistas estimam o valor de obras roubadas da Mário de Andrade

Após o roubo, especialistas calculam que as obras de Matisse e Portinari retiradas da Mário de Andrade podem atingir valores próximos de R$ 1 milhão

Imagem divulgada da exposição da parceria do MAM com a Biblioteca Mário de Andrade / Créditos: Reprodução/Instagram via @mamsaopaulo

No último domingo, 7, gravuras de Henri Matisse e Candido Portinari foram roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. Após o roubo, especialistas estimam o valor das obras que variam de R$ 700 mil a R$ 1 milhão.

Entre as peças furtadas estão oito gravuras do artista francês Matisse e cinco do brasileiro Portinari. Enquanto isso, um dos suspeitos foi preso nesta segunda-feira, 8, e o outro segue sendo procurado. A polícia conta com o apoio do sistema de monitoramento Smart Sampa, da Prefeitura, para localizar os criminosos e reconstruir seus passos após o roubo.

Exposição e possíveis valores

As obras faziam parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade”, que estava em cartaz desde 4 de outubro e encerrava seu último dia justamente no domingo, 7 de dezembro, data do crime.

Segundo informações repercutidas pela UOL, as oito gravuras de Matisse pertencem à série Jazz e valem entre US$ 5 mil e US$ 15 mil cada, cerca de R$ 650 mil. Já as obras de Portinari, pertencentes ao livro Menino de Engenho, chegam a valores entre US$ 2 mil e US$ 3 mil por peça, aproximadamente R$ 80 mil.

Ainda assim, especialistas consideram essas estimativas conservadoras. Mesmo assim, elas estão alinhadas ao Art Loss Register, banco de dados de obras de arte roubadas com sede em Londres, cujos valores se baseiam em vendas dos últimos cinco anos. No entanto, outros especialistas calculam que o prejuízo pode chegar em R$ 1 milhão.

Impacto Cultural

Embora diversas especulações tenham surgido, a Prefeitura de São Paulo ainda não divulgou o valor oficial. Especialistas reforçam que os números variam e podem ser influenciados diretamente pelo estado de conservação de cada peça.

Fabrício Reiner, pesquisador e curador em artes, destaca que o roubo provoca danos que ultrapassam o valor financeiro. O impacto simbólico é impossível de mensurar no mercado de arte. Além disso, a Secretaria de Cultura afirma que as obras possuem relevância cultural, histórica e artística que vai além de qualquer avaliação econômica.