O jacaré-albino Claude vivia desde 2008 no habitat de pântano da California Academy of Sciences, localizada no Golden Gate Park, em São Francisco. Nascido em 15 de setembro de 1995 em uma fazenda de jacarés na Louisiana, ele chegou ao museu após passar por um zoológico na Flórida.
Sua coloração branca impressionante — resultado de albinismo — o tornava uma raridade: estima-se que haja menos de 200 jacarés-albinos no mundo. Seus olhos rosados e seu corpo grande contrastavam com a serenidade de seus movimentos, cativando visitantes de todas as idades.
Embora adulto e com aproximadamente 3 metros de comprimento e cerca de 136 quilos, Claude jamais viveu em ambiente selvagem. Sua aparência, ao mesmo tempo bela e vulnerável, indicava quão difícil seria sua sobrevivência fora do cativeiro: a visão comprometida e a pele brilhante o tornariam um alvo fácil para predadores e tornariam quase impossível sua caça furtiva de presas. Por isso, o compromisso da instituição com seus cuidados foi crucial para garantir que ele alcançasse os 30 anos — uma idade avançada para um jacaré.
Jacaré albino
Nos dias finais da vida de Claude, ele apresentou uma queda no apetite. Foi então que os veterinários decidiram retirá-lo da exibição pública para iniciar um tratamento por causa de uma infecção suspeita. Apesar dos esforços e dos cuidados intensivos, o jacaré não resistiu.
A notícia da morte gerou comoção: visitantes frequentes, fãs e muitos que acompanharam o museu em diferentes fases da vida sentiram a perda profunda de uma figura tão simbólica. Crianças que visitaram pela primeira vez, famílias inteiras, turistas e moradores de São Francisco — todos, de alguma forma, foram tocados pela presença silenciosa e majestosa de Claude.
Ao longo dos anos, o jacaré ganhou até uma “Claude Cam” — uma transmissão online que permitia admiradores do mundo todo assistirem seu dia a dia no pântano artificial do museu. Ele se tornou tema de livros infantis, inspirou desenhos e chegou a ser símbolo de campanhas de educação ambiental promovidas pela instituição.
Com sua partida, a California Academy of Sciences pretende realizar uma necropsia na Universidade da Califórnia em Davis para determinar com precisão as causas da morte. A instituição também avalia a criação de um memorial público para celebrar o legado do animal.