Notícias / Mundo

Aos 3 anos, indiano quebra recorde em xadrez e entra para lista oficial da FIDE

Com apenas 3 anos, Sarwagya Singh Kushwaha entrou para a história ao obter seu primeiro ranking oficial na FIDE após vencer três adversários ranqueados

Sarwagya Singh Kushwaha, de 3 anos, em foto divulgada após entrar para o ranking oficial da FIDE / Créditos: Reprodução / Instagram @chessbaseindia

O pequeno Sarwagya Singh Kushwaha, de apenas 3 anos, tornou-se o jogador mais jovem da história a obter um ranking oficial da FIDE (Federação Internacional de Xadrez). Até então, o recorde pertencia ao também jovem Anish Sarkar.

A diferença entre eles é de poucos meses. Sarkar alcançou o ranking aos três anos, oito meses e 19 dias, enquanto Kushwaha atingiu a marca aos três anos, sete meses e 20 dias.

Sarwagya é natural do distrito de Sagar, no estado de Madhya Pradesh, na Índia. E apesar da idade, já contabiliza um rating de xadrez rápido de 1.572.

É um motivo de grande orgulho e honra para nós que nosso filho tenha se tornado o jogador de xadrez mais jovem do mundo a alcançar um ranking na FIDE… Queremos que ele se torne um grande mestre”, disse Siddharth Singh, pai do garoto, ao canal indiano ETV Bharat.

Como conseguiu

Para receber uma classificação oficial, a FIDE exige que o jogador derrote ao menos um adversário já ranqueado. No caso de Kushwaha, o requisito foi superado com folga ao vencer três oponentes com rating internacional em torneios disputados em Madhya Pradesh e em outras regiões da Índia, segundo informações repercutidas pela CNN Brasil.

Força indiana

Nos últimos anos, a Índia se consolidou como uma das maiores potências do xadrez mundial, resultado de um esforço que começou ainda na década de 1960. Naquele período, jogadores como Manuel Aaron foram responsáveis por popularizar a versão internacional do jogo no país e criar clubes que serviram de base para o surgimento de novos talentos, como o próprio Viswanathan Anand, um grande mestre de xadrez indiano.

Com a rápida expansão do xadrez no país, recordes envolvendo jovens jogadores devem se tornar ainda mais frequentes. Ainda assim, casos como o de Kushwaha continuam excepcionais, já que exigem desempenho real em competições oficiais e vitórias sobre adversários experientes.

A expectativa agora é acompanhar como o pequeno enxadrista irá evoluir dentro desse cenário altamente competitivo. Por enquanto, o menino de três anos segue chamando atenção não apenas pelo novo recorde, mas pela naturalidade com que se senta diante do tabuleiro.