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Filho de ‘El Chapo’ admite tráfico nos EUA e negocia redução de pena

Joaquín Guzmán López, filho do narcotraficante “El Chapo” admite envolvimento no cartel e pode receber pena menor caso siga colaborando com autoridades

Montagem com Joaquín Guzmán López (à esquerda), em imagem divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, e Joaquín “El Chapo” Guzmán (à direita), em foto de arquivo / Créditos: U.S. Department of the Treasury / Getty Images

Em detenção desde 2024, Joaquín Guzmán López, filho de “El Chapo”, declarou-se culpado nesta segunda-feira, 1º, em um tribunal federal de Chicago, nos Estados Unidos, por tráfico de drogas e participação em uma organização criminosa.

Logo depois da confirmação da admissão de culpa, o caso ganhou novos detalhes. O acordo consultado pela AFP indica que Guzmán López pode cumprir ao menos dez anos de prisão, embora a acusação de tráfico tenha potencial para resultar em pena perpétua.

A pena, porém, pode ser reduzida conforme o nível de cooperação com a Justiça americana, já que ele se comprometeu a colaborar de forma plena e sincera.

Sucessão no Cartel de Sinaloa

Enquanto isso, seu irmão Ovidio Guzmán já havia admitido acusações semelhantes em Nova York, em 2023. Junto a outros dois irmãos foragidos, eles são apontados como sucessores das atividades de “El Chapo”, que cumpre prisão perpétua desde 2019 em um presídio de segurança máxima no Colorado.

Segundo informações repercutidas pelo G1, as autoridades acusam o grupo “Los Chapitos” de enviar cocaína, metanfetamina, maconha e outras drogas aos Estados Unidos.

Sequestro e cooperação

Durante a audiência, ao ser questionado sobre sua fonte de renda, Guzmán López afirmou que vivia do tráfico, o que causou risos entre os presentes. Ele havia sido preso em 2024, no Texas, após desembarcar de um avião particular. Na ocasião, viajava ao lado de Ismael Zambada García, conhecido como “El Mayo”, figura histórica do cartel. 

Posteriormente, confessou ter participado do sequestro de Zambada na tentativa de obter indulgência das autoridades americanas, embora os Estados Unidos negam envolvimento no episódio. A promotoria reforça que sua sentença pode ser inferior à prisão perpétua caso a cooperação continue. 

O caso ocorreu em meio a uma escalada de violência dentro do Cartel de Sinaloa, marcada por centenas de mortes e desaparecimentos. Além disso, Washington responsabiliza o grupo pelo tráfico de fentanil e por operações de corrupção e violência na região.