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Fragmento de cometa forma bola de fogo verde no céu

Cometa viajando a quase 160 mil km/h iluminou o céu dos EUA antes de se desintegrar; cor verde indica presença de metais

Cometa verde capa
Cometa formou bola de fogo verde no céu - Reprodução: American Meteor Society

O céu da região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, foi palco de um fenômeno impressionante na manhã do último dia 23 de novembro. Um fragmento de cometa, viajando em altíssima velocidade, entrou na atmosfera terrestre e explodiu em uma intensa bola de fogo verde, visível em diversos registros feitos por moradores e câmeras de vigilância. Embora bolas de fogo não sejam raras, a intensidade do brilho e a coloração marcante tornam o evento notável para cientistas.

De acordo com os levantamentos iniciais da American Meteor Society (AMS), o objeto entrou na atmosfera por volta de Hubbard Lake, em Michigan, a aproximadamente 100 quilômetros de altitude. Mesmo ao sofrer forte atrito com o ar, o fragmento manteve uma velocidade extraordinária — cerca de 98 mil milhas por hora, o equivalente a quase 160 mil quilômetros por hora. Ele percorreu mais de 130 quilômetros em um intervalo de poucos segundos antes de se desintegrar a cerca de 74 quilômetros acima do nível do mar, já sobre a região do lago Huron.

Um cometa veloz

Astrônomos apontam que o evento não está associado a nenhuma chuva de meteoros conhecida. Isso significa que o fragmento era um corpo isolado, possivelmente desprendido de um cometa maior, e que acabou cruzando a trajetória da Terra de forma aleatória. Episódios desse tipo são relativamente raros e costumam surpreender justamente por não fazerem parte de períodos previsíveis de atividade meteórica.

A cor verde brilhante observada no momento da explosão fornece pistas importantes sobre a composição do objeto. A tonalidade sugere a presença significativa de metais, sobretudo níquel, que ao se aquecerem a temperaturas altíssimas dentro da atmosfera produzem esse efeito luminoso. O fenômeno também indica que o fragmento possuía uma estrutura relativamente densa, capaz de resistir por alguns instantes antes de se romper, repercute o Live Science.

Apesar do espetáculo visual, a explosão ocorreu em altitude elevada o suficiente para não representar qualquer risco ao solo. Para os especialistas, cada evento desse tipo é uma oportunidade valiosa de observar materiais que normalmente jamais chegariam aos radares terrestres. Mesmo fragmentos pequenos, quando viajando em velocidades extremas e enriquecidos com elementos metálicos, podem gerar fenômenos luminosos que iluminam o céu de forma impressionante.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.