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Meteoro ‘bola de fogo’ é registrado sobre o céu do Rio Grande do Sul

Durante chuva de meteoros ocorrida na madrugada desta quinta-feira, 23, meteoro 'bola de fogo' foi registrado por observatório espacial; confira!

Registro do meteoro 'bola de fogo' no RS / Crédito: Divulgação/Observatório Heller & Jung

Na madrugada desta quinta-feira, 23 de outubro, o observatório espacial Heller & Jung, situado em Taquara, a cerca de 80 quilômetros da capital gaúcha Porto Alegre, registrou a passagem impressionante de um meteoro conhecido como fireball, ou bola de fogo. O evento foi capturado em vídeo e chamou a atenção dos astrônomos e entusiastas da astronomia na região.

A denominação “fireball” refere-se a meteoros que se destacam por seu brilho intenso, um fenômeno que os especialistas classificam segundo sua magnitude. Quanto menor o valor da magnitude, mais radiante é o meteoro observado.

No caso específico deste meteoro, a magnitude alcançada foi de -4,2. Ele adentrou a atmosfera terrestre a uma altitude aproximada de 100 quilômetros e se desintegrou a 52 quilômetros acima do solo, levando apenas 0,57 segundos entre sua entrada e extinção, conforme repercute o g1.

Segundo Carlos Fernando Jung, diretor do observatório, este foi o segundo meteoro de alta magnitude registrado durante a chuva de meteoros Orionídeas neste ano. O fenômeno começou a iluminar os céus brasileiros na noite de terça-feira, 21 de outubro, com fragmentos oriundos do cometa Halley.

Meteoros Orionídeas

A chuva de meteoros Orionídeas atingiu seu pico nas noites de 21 para 22 e de 22 para 23 de outubro. Este espetáculo celeste pôde ser observado em praticamente todo o Brasil. Os meteoros desta chuva são notáveis por sua velocidade que pode chegar a impressionantes 66 quilômetros por segundo e por deixarem um rastro luminoso visível no céu noturno. Eles são assim denominados porque parecem ter origem na constelação de Órion, embora possam aparecer em qualquer parte do firmamento.

Esses fenômenos naturais ocorrem quando pequenos fragmentos chamados meteoroides entram na atmosfera da Terra em alta velocidade. O atrito gerado com o ar provoca um aquecimento intenso, resultando na vaporização parcial desses corpos e criando os característicos rastros luminosos.

No caso das Orionídeas, os fragmentos advêm do renomado Cometa Halley. Quando nosso planeta atravessa o rastro dos detritos deixados pelo cometa, ocorre essa fascinante chuva de meteoros que neste ano proporcionou uma média de 15 a 20 meteoros por hora. O fenômeno foi especialmente visível nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Além disso, a Lua nova, que estava apenas 2% iluminada durante o auge da atividade da chuva, se pôs cedo no horizonte, proporcionando condições ideais para observar o espetáculo astronômico.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.