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Macaulay Culkin ainda tem cicatriz 35 anos depois de cena em Esqueceram de Mim

Em evento pelos 35 anos de Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin revelou que, aos 9 anos, levou uma mordida real durante filmagens

Macaulay Culkin em 'Esqueceram de Mim' (1990)/ Crédito: 20th Century Fox

Durante celebração do 35º aniversário de Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin revelou um detalhe curioso — e dolorido — sobre os bastidores do filme que o tornou famoso. Ele contou que, durante um ensaio para uma cena de intimidação, Joe Pesci, que interpretava o ladrão mal-intencionado, de fato mordeu seu dedo. O ator confessou que ainda carrega uma pequena cicatriz, “um souvenir” desse incidente, que agora soma mais de três décadas.

Culkin lembrou que, na época da filmagem, ele tinha apenas nove anos. A cena em questão mostrava o personagem Harry ameaçando arrancar os dedos de Kevin, interpretado por Culkin. No ensaio, Pesci exagerou e cravou os dentes de verdade no dedo da criança. O susto foi tanto para o jovem ator quanto para Pesci, que, já arrependido, pediu desculpas. Apesar disso, o incidente deixou marca física — e emocional — em Culkin.

Lembrança de Esqueceram de mim

Em tom de humor, o ator comentou que, hoje adulto e pai, encara a cicatriz com leveza, como uma lembrança irreverente de sua infância no cinema. Ele também revelou que seus filhos adoram reproduzir armadilhas ao estilo do filme, incentivados por ele mesmo — em tom de brincadeira. A mordida de Pesci, disse Culkin, transformou-se em uma piada recorrente entre eles.

Não foi apenas Culkin que comentou o episódio: o colega Daniel Stern, que fazia parte da dupla de ladrões no filme, já havia confirmado que a mordida foi real — um dos raros momentos em que Pesci “saiu do personagem”. Segundo Stern, naquele dia houve uma falha de equilíbrio entre atuação e segurança no set, algo que hoje certamente seria visto com outro rigor.

O relato de Culkin reacende a curiosidade sobre os bastidores de um dos filmes natalinos mais amados de todos os tempos. Mais do que nostalgia, revela também a intensidade — por vezes desconfortável — que existia por trás da comédia e do suspense cômico da trama, lembrando que, por trás da magia do cinema, havia acontecimentos bem reais.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.