Amiga revela arrependimento de Diana dias antes de sua morte
Nova declaração expõe que a princesa lamentou um episódio ocorrido 10 dias antes da sua morte: "Meus filhos sofrerão com isso"

Vinte e sete anos após a morte da princesa Diana, novos detalhes sobre seus últimos dias continuam vindo à tona. Desta vez, a revista People divulgou uma declaração inédita de Rosa Monckton, amiga íntima da princesa, revelando uma confissão feita apenas dez dias antes do acidente fatal em Paris.
Durante férias na Grécia, Diana e Rosa tiveram longas conversas. Em uma delas, a princesa admitiu um único arrependimento: a entrevista concedida em 1995 ao programa ‘Panorama’, da BBC. “Ela me disse que se arrependia de ter feito a entrevista por causa do mal que achava que havia causado aos seus filhos”, contou Rosa. Na época, William tinha 15 anos e Harry, 12. Segundo a amiga, o comentário reforça o quanto a princesa se preocupava com o bem-estar emocional dos dois.
Diana não lamentava o conteúdo da entrevista. Suas falas sobre infidelidade no casamento com o então príncipe Charles, sua bulimia e o sofrimento dentro da família real já eram parte de sua história. O que a inquietava era o impacto dessas revelações sobre os filhos. Foi ali que ela pronunciou a frase que marcou a era dos tabloides britânicos: “Éramos três neste casamento”.
Décadas depois, descobriu-se que a decisão de falar com o ‘Panorama’ foi influenciada por manipulações. Em 2021, o juiz Lord Dyson concluiu que o jornalista Martin Bashir usou documentos falsificados para ganhar a confiança da princesa. Ele teria apresentado extratos bancários falsos, insinuado espionagem contra ela e até sugerido que Charles desejava sua morte.
Revelação
A nova denúncia aparece no livro do jornalista investigativo Andy Webb, “Dianarama: Deception, Entrapment, Cover-Up – The Betrayal of Princess Diana”. Webb afirma que Bashir construiu uma narrativa distorcida para se aproximar da princesa. “A vida dela perdeu o controle. Foi uma correria entre a entrevista e a morte dela”, disse o autor. Para ele, a desenvoltura de Diana diante das câmeras mascarava a turbulência nos bastidores.
Diana, porém, nunca soube que havia sido enganada. Acreditando nas supostas ameaças, ela passou a desconfiar de funcionários da realeza e se afastou da segurança oficial. Segundo a ‘CARAS’, essa decisão a deixou vulnerável. Segundo fontes citadas por Webb, a princesa recusou proteção profissional e passou a contar apenas com seguranças ligados ao namorado, Dodi Fayed — uma equipe considerada despreparada.
A vulnerabilidade culminou na tragédia de agosto de 1997, quando Diana morreu em Paris durante uma perseguição de paparazzi. “Como Diana foi enganada e levada a desconfiar de qualquer tipo de proteção oficial, ela se colocou numa posição em que teve que aceitar a proteção de pessoas incompetentes”, afirmou uma fonte.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli