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Afinal, os criminosos reais de “Tremembé” serão pagos pela série?

Produção do Prime Video esclarece se os condenados, cujas histórias inspiram a série "Tremembé" foram consultados ou remunerados

Cena de Tremembé - Prime Video

A estreia da série “Tremembé” reacendeu debates sobre o uso de histórias reais de presos famosos no entretenimento e se esses detentos poderiam receber remuneração pela retratação de suas vidas em tela. A produção, baseada em livros do jornalista Ullisses Campbell, mergulha no cotidiano da penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumprem pena condenados por crimes de grande repercussão, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, e os irmãos Cristian Cravinhos e Daniel Cravinhos.

Autorização em Tremembé

Segundo declarações oficiais da produção e à luz da legislação brasileira, nenhum dos presos foi consultado para participar ou negociou pagamento pelo uso de sua história. Em entrevista, especialistas em direito de imagem e de propriedade intelectual explicaram que as narrativas baseadas em processos públicos ou fatos amplamente divulgados não dependem de autorização e tampouco implicam pagamento automático aos retratados. O que isenta a produção, por regra, de realizar compensações financeiras diretas aos criminosos condenados.

O custo de eventual pagamento só entraria em discussão em casos específicos: por exemplo, entrevistas exclusivas concedidas pelo preso ou cessão de direitos de imagem negociada de modo individual. Nesse cenário, a legislação permite que tais valores sejam judicialmente bloqueados ou revertidos às vítimas, conforme instrumentos de ressarcimento por proveito de crime.

Com base nesses elementos, a resposta à principal dúvida — “os criminosos vão receber dinheiro pela série?” — é negativa: pelo modelo jurídico atual e pelas declarações da equipe, os detentos retratados não estão sendo remunerados e “Tremembé” é enquadrada como obra baseada em domínio público de fatos.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.