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Exposição brasileira em Paris celebra mulheres negras que lutaram por direitos femininos

Com obras inéditas da artista Panmela Castro, exposição “Retratos Relatos: Revisitando a História” estreia em setembro em Paris

Exposição Panmela Castro
Releitura de Carolina Maria de Jesus (à esq.) feita por Panmela Castro (à dir.) - divulgação

A artista visual Panmela Castro inaugura no próximo sábado, 20 de setembro de 2025, a exposição “Retratos Relatos: Revisitando a História”, no espaço cultural Les Jardiniers, em Montrouge, na região metropolitana de Paris

A mostra faz parte da programação oficial da Temporada Brasil-França 2025, iniciativa amistosa entre os dois países, e apresenta ao público 15 pinturas inéditas que retratam mulheres negras que desempenharam papéis fundamentais na luta pelos direitos das mulheres.

Sobre a exposição

Com curadoria da historiadora e doutora Maybel Sulamita, a exposição propõe uma reinterpretação contemporânea de figuras como Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus, do Brasil; Safi Faye, do Senegal; e Josephine Baker, da França. As obras misturam arte, memória e política para reposicionar essas mulheres negras no centro das narrativas históricas.

“Retratos Relatos surgiu das histórias que as mulheres contavam para mim. Comecei a transformar esses relatos em retratos”, explica Panmela, que leva à França um projeto iniciado no Brasil e agora adaptado para dialogar com a história negra transatlântica. A escolha das homenageadas, segundo ela, foi orientada pelo desejo de revisitar histórias e disseminar que ainda precisam ser contadas e que vieram a ser negligenciadas até então.

Para a curadora Maybel Sulamita, o projeto é também uma provocação e um convite à reflexão: “Selecionar apenas 15 mulheres foi um desafio. Mas as escolhidas representam formas diversas de resistência e nos fazem refletir sobre quantas outras mulheres negras ainda precisam ser reconhecidas”.

Sobre a artista

Panmela Castro é fundadora da Rede NAMI, organização dedicada ao empoderamento feminino por meio da arte urbana, e comemora 15 anos de carreira em 2025. Suas obras integram acervos de instituições como o MASP e a Pinacoteca de São Paulo.

A mostra “Retratos Relatos: Revisitando a História” permanece em exibição até o final de outubro na capital francesa e reafirma a potência da arte como ferramenta de memória, resistência e transformação social.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.