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‘A Ecologia de Monet’ se torna a exposição mais visitada da história do MASP

A exposição 'A Ecologia de Monet' quebra recordes no MASP, atraindo 410 mil visitantes e destacando a conexão do artista com a natureza

"A Ecologia de Monet" traz leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza - MASP (Museu de Arte de São Paulo)

A exposição intitulada “A Ecologia de Monet” tem alcançado um impressionante sucesso de público no Museu de Arte Assis Chateaubriand (MASP), em São Paulo, desde sua inauguração em maio deste ano.

Com um total de 410 mil visitantes já contabilizados, a mostra superou a anterior detentora do recorde, que era dedicada à obra da artista Tarsila do Amaral e atraiu 402.850 pessoas em 2019. O número de visitantes também eclipsou o recorde estabelecido por Claude Monet em 1997, quando sua exposição foi vista por 401.201 pessoas.

A exibição, que permanecerá aberta até 6 de setembro, oferece uma interpretação contemporânea da conexão entre Claude Monet (1840 – 1926) e a natureza, abordando questões sobre transformações ambientais, modernização das paisagens e as interações entre humanos e o meio ambiente.

Os visitantes podem apreciar 32 obras que refletem diversas etapas da carreira do renomado artista, considerado um dos fundadores do movimento impressionista. As peças expostas datam entre os anos de 1870 e 1920.

Essa é a primeira vez que a exposição chega ao hemisfério sul, sendo curada por Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Fernando Oliva, com a assistência de Isabela Ferreira Loures.

Fernando Oliva compartilhou sua perspectiva sobre o legado ambiental do artista: “Monet tinha um olhar perspicaz sobre as transformações ambientais ao seu redor, capturando tanto os impactos da industrialização quanto fenômenos naturais como enchentes e derretimento de gelo. No entanto, é importante ressaltar que a compreensão da ecologia durante a época dele era bastante distinta das concepções atuais. Apesar disso, seu trabalho ainda provoca reflexões contemporâneas, dada a relevância que continua tendo na sociedade”.

Núcleos temáticos

A mostra está dividida em cinco núcleos temáticos distintos: “Os barcos de Monet”, “O Sena como Ecossistema”, “Neblina e Fumaça”, “O Pintor como Caçador” e “Giverny: Natureza Controlada”.

No núcleo “Neblina e Fumaça”, a exibição explora o olhar crítico de Monet sobre as mudanças urbanas do século 19, incluindo a ascensão da energia a vapor e o aumento das indústrias que impactaram drasticamente os cenários urbanos. Algumas obras retratam atmosférias densas causadas pela poluição industrial.

O núcleo “Giverny: Natureza Controlada” destaca a relação pessoal do artista com os jardins que cultivou em sua residência em Giverny, onde viveu por mais de quatro décadas. Obras icônicas como “A ponte japonesa” (1918 – 1926) revelam essa conexão íntima.

No núcleo “O Sena como Ecossistema”, é ressaltada a importância contínua da água nas obras de Monet. O artista, oriundo de Le Havre, onde o rio Sena encontra o Atlântico, desenvolveu uma ligação profunda com esse curso d’água ao longo de sua vida.

Dentre as obras em destaque na mostra está “Os barcos de Monet”, que captura não apenas as cores vibrantes do rio, mas também expressa a intensidade da relação do artista com esse ambiente aquático.

O núcleo “O Pintor como Caçador” revela o lado explorador de Monet. O artista frequentemente caminhava por longas distâncias em busca da paisagem perfeita, aventurando-se por trilhas isoladas até mesmo em outros países como a Holanda.

Intitulada “A Ecologia de Monet”, esta exposição integra as atividades anuais do MASP focadas nas histórias da ecologia e complementa um programa diversificado que inclui mostras dedicadas a vários artistas contemporâneos.

Cabe mencionar que será lançado um catálogo bilíngue para acompanhar a exposição, contendo imagens e ensaios que discutem o vínculo entre Monet e questões ecológicas.

Claude Monet

Claude Monet foi um dos precursores do movimento impressionista e é amplamente reconhecido por sua revolucionária abordagem na representação da luz e cor. Nascido em Paris e criado na Normandia, ele desenvolveu uma sensibilidade aguçada para as nuances da natureza desde jovem.

Seu famoso quadro “Impressão, Nascer do Sol” (1872) originou o nome do movimento impressionista. Ao longo de sua trajetória artística, Monet dedicou-se a capturar os efeitos efêmeros da luz sobre paisagens variando conforme horários e condições atmosféricas distintas.

Acessibilidade

O MASP garante acessibilidade para todas as suas exposições temporárias, oferecendo entrada gratuita para pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Também estão disponíveis visitas guiadas em Libras ou descritivas, além de materiais impressos com fontes ampliadas e produções audiovisuais acessíveis para diversos públicos.

Segundo o G1, a programação inclui conteúdos disponíveis no YouTube voltados para pessoas com deficiência e estudantes interessados no tema.

Serviço

  • Ingressos: R$ 75 (inteira); R$ 37 (meia-entrada);
  • Local: MASP – Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo
  • Horários: Terças grátis – das 10h às 20h (entrada até as 19h), Quartas e Quintas – das 10h às 18h (entrada até as 17h), Sextas – das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30), Sábados e Domingos –
  • Sábados e domingos: das 10h às 18h (entrada até as 17h), Segundas – Fechado.
  • Observação: agendamento online obrigatório pelo site masp.org.br/ingressos