A Imperatriz: Relembre a história real que inspirou a série da Netflix
Sucesso na Netflix, os assinantes se preparam para a estreia da segunda temporada da série A Imperatriz, baseada em Sissi

Após o sucesso da primeira temporada, os assinantes da Netflix finalmente podem conferir, após dois anos, os novos episódios da série ‘A Imperatriz’, que chegaram na plataforma de streaming na última semana.
Com Devrim Lingnau no papel principal, a produção se inspira na trajetória real da imperatriz da Áustria Elisabeth “Sissi” von Wittelsbach, um dos nomes mais famosos da História.
A série de sucesso da Netflix, entre as mais assistidas por brasileiros, explora a juventude de Sissi, seu envolvimento romântico com o Imperador Franz Joseph I e a vida na corte.
Embora baseada em fatos históricos, a série opta por uma dramatização ficcional da vida real de Sisi e Franz, o que chama atenção daqueles que querem saber mais sobre a história verdadeira da imperatriz que ainda é capaz de fascinar diferentes gerações.
Quem foi Sissi?
Elisabeth von Wittelsbach, mais conhecida pelo apelido de Sisi, nasceu em 1837 como filha de um duque da Baviera, região que hoje integra o sul da Alemanha. Em 1854, aos 16 anos, casou com o imperador Francisco José I da Áustria, tornando-se assim a imperatriz consorte da Áustria e rainha da Hungria.
A história do encontro entre Elisabeth e Francisco é frequentemente romantizada, mas a realidade foi menos encantadora, destaca a revista Cosmopolitan. O primeiro encontro ocorreu em 1853 quando Elisabeth, então com 15 anos, viajou de Munique para a Áustria acompanhada de sua mãe e de sua irmã mais velha, Helena.

Francisco inicialmente pretendia pedir a mão de Helena, que era sua prima em primeiro grau. No entanto, o imperador não estabeleceu conexão com Helena e acabou se apaixonando por Elisabeth. O noivado aconteceu cinco dias após o encontro e o casamento foi realizado oito meses depois.
Conforme repercutido pela Cosmopolitan, o casal teve quatro filhos, e Elisabeth rapidamente se destacou por sua beleza marcante, alcançando o status de uma celebridade em sua época.
Além disso, Paulo Rezzutti, um dos autores de ‘Sissi e o último brilho de uma dinastia’, relembra que ela se casou por amor, o que chamou atenção numa época em que os casamentos foram motivados por alianças políticas.
“Tudo isso ajudou a torná-la uma celebridade mundial, cujas atitudes eram acompanhadas pela imprensa, não muito diferente do que aconteceu mais de um século depois com a princesa Diana“, disse o escritor à AH.
Morte trágica
Contudo, sua vida foi tragicamente interrompida em 1898, quando foi assassinada durante uma visita a Genebra, na Suíça, falecendo aos 60 anos.

Enquanto caminhava para embarcar em um balsa, foi atacada pelo anarquista italiano Luigi Lucheni, que a esfaqueou com uma lima afiada. A imperatriz não resistiu ao ferimento e faleceu pouco tempo depois.