Eclipse solar em fevereiro criará raro “anel de fogo”
Primeiro eclipse solar de 2026, um evento anular conhecido como “anel de fogo”, ocorrerá neste mês e será visível principalmente na Antártica

Um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano acontecerá no dia 17 de fevereiro de 2026, quando um eclipse solar anular — popularmente chamado de “anel de fogo” — colocará a Lua diretamente entre a Terra e o Sol, bloqueando a maior parte da luz solar e deixando visível um cinturão brilhante ao redor da silhueta lunar.
Ao contrário de um eclipse solar total, em que a Lua cobre completamente o disco solar, no eclipse anular a Lua está um pouco mais distante da Terra em sua órbita elíptica e, portanto, seu diâmetro aparente no céu é menor do que o do Sol. Esse engano de perspectiva faz com que a borda do Sol permaneça visível ao redor da Lua, formando um anel luminoso que se destaca no céu — o efeito que dá nome popular ao fenômeno.
O palco principal desse espetáculo será a Antártica, onde a fase de “anel de fogo” será visível em sua plenitude. Estações de pesquisa cientificamente ativas no continente gelado — como a base Concordia — serão alguns dos poucos lugares no planeta a testemunhar o eclipse em toda sua totalidade.
Embora a região de antigamente apenas cientistas e poucos aventureiros passassem grande parte do ano, essa conjunção rara de Sol, Lua e Terra atrai grande interesse de astrônomos, fotógrafos e entusiastas do céu. Fora da rota principal de visibilidade, em cidades muito ao sul da Antártica o eclipse aparecerá em sua fase parcial, com a Lua cobrindo parte do disco solar visível.
Regiões como o extremo sul da Argentina e do Chile, parte do sul da África do Sul, Madagascar, Mozambique e outras localidades no sul do continente africano poderão acompanhar o eclipse em sua fase parcial, quando a Lua “morde” apenas parte do Sol — ainda assim um visual impressionante.