‘Monstro’: Confira 5 fatos sobre Ed Gein, tema de nova produção da Netflix
Nova temporada da série antológica 'Monstros' se volta para Ed Gein, autor de alguns dos crimes mais brutais da história dos EUA

deNesta quarta-feira, 27 de agosto, a Netflix anunciou a data de estreia da nova temporada da série antológica “Monstros“, de Ryan Murphy. Depois de retratar a trajetória do canibal Jeffrey Dahmer e o caso dos irmãos Menendez, a produção agora volta suas atenções para um dos nomes mais sombrios da história criminal dos Estados Unidos: Ed Gein, também conhecido como “O Açougueiro de Plainfield”. O lançamento da produção está marcado para 3 de outubro.
A seguir, confira 5 fatos sobre o serial killer:
1- Infância conturbada
Ed Gein nasceu em 27 de agosto de 1906, em La Crosse, Wisconsin. Era filho de George Philip Gein — um alcoólatra — e Augusta Wilhelmine, uma mulher religiosa e controladora que incutiu nele a ideia de que todas as mulheres, exceto ela, eram imorais. Com isso, Gein teria ficado obcecado pela própria mãe.
Após a morte dela, em 1945, o americano passaria a ter uma vida mais reclusa em uma fazenda. Especialistas acreditam que essa solidão, somada à obsessão pela figura materna, teria intensificado seu comportamento perturbador.
2- Crimes macabros
Em determinado momento, veio à tona que Ed Gein havia exumado cadáveres de cemitérios locais. Quando finalmente foi descoberto, acabou enviado a um hospital psiquiátrico. Mais tarde, em 1957, a polícia encontrou partes de corpos espalhadas por sua casa, de modo que o homem admitiu ter assassinado duas mulheres. Segundo informações do The Sun, as vítimas eram Mary Hogan, proprietária de uma taverna, e Bernice Worden, dona de uma loja de ferragens em Plainfield. Elas tinham de 51 e 58 anos, respectivamente.
No caso de Mary Hogan, Gein aguardou até que todos os clientes saíssem do estabelecimento e então atirou contra ela, levando o corpo para sua fazenda. Já Bernice Worden foi encontrada em condições ainda mais macabras: seu corpo estava decapitado, com os pulsos amarrados por cordas, pendurado virado para baixo e alvejado por um rifle.
O local ainda estava repleto de restos humanos, como narizes, crânios e órgãos. Além disso, muitos desses elementos estavam sendo usados como utensílios ou decoração: havia poltronas revestidas de pele e canecas feitas a partir de ossos.

3- Hospital psiquiátrico
Apesar da brutalidade dos crimes, Gein nunca foi julgado em um tribunal comum. Considerado mentalmente incapaz, foi enviado ao Hospital Estadual Central para Criminosos Insanos, e mais tarde transferido para o Hospital Estadual Mendota, em Madison, onde permaneceu até sua morte, em 1984. Ele tinha 77 anos e foi vítima de insuficiência respiratória e câncer. Após sua morte, Gein foi enterrado no cemitério de Plainfield. Seu túmulo foi, por diversas vezes, vandalizado nos anos que se seguiram.
4- Casa incendiada
Poucos meses depois da prisão do americano, sua casa — a mesma onde os crimes brutais haviam sido cometidos — acabou sendo incendiada. Na edição de 20 de março de 1958, o Stevens Point Journal registrou que muitos moradores acreditavam que o incêndio havia sido proposital e que o objetivo da ação seria impedir que o local se transformasse em um museu.
5- Filmes
Também vale lembrar que as atrocidades de Ed Gein serviram de inspiração para alguns dos maiores clássicos do cinema mundial. O romance Psicose de Robert Bloch, que posteriormente ganhou vida no cinema pelas mãos de Alfred Hitchcock, teve como base detalhes da história de Gein. Um deles chamou a atenção do escritor: roupas feitas a partir da pele de mulheres.
No hospital, psiquiatras sugeriram que Gein fabricava esses trajes para tentar se passar por sua mãe. Inspirado por essa ideia, Bloch criou um protagonista obcecado pela figura materna. O livro foi publicado em 1959 e, no ano seguinte, Hitchcock lançou o filme, eternizando o personagem Norman Bates.
Outra obra inspirada no caso é o Massacre da Serra Elétrica. Embora não se trate de uma reprodução literal da vida de Gein, o clássico de Tobe Hooper carrega várias referências a seus crimes.
Por exemplo, o vilão Leatherface usa máscaras feitas de pele humana — seu próprio nome já indica isso (leather = couro; face = rosto). Além disso, a decoração grotesca da casa, composta por restos mortais, e a sugestão de canibalismo também remetem diretamente às práticas do criminoso.
Também é possível notar referências a Gein em “O silêncio dos inocentes”. Na verdade, o personagem Buffalo Bill, vilão do longa de Jonathan Demme, foi construído a partir de uma mescla de quatro serial killers: Ed Gein, Ted Bundy, Gary Heidnik e Edmund Kemper.
De Gein, o assassino herdou a criação de trajes femininos feitos de pele humana. Já de Bundy, a estratégia de fingir vulnerabilidade para atrair vítimas. Por fim, de Heidnik, a prática de aprisioná-las em um porão. Já a semelhança com Kemper aparece no primeiro homicídio: as vítimas teriam sido os próprios avós.