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Ministro brasileiro reforça posição do país diante de conflitos globais: ‘Absoluto desrespeito’

Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, ainda comentou sobre acordo bilateral entre argentinos e norte-americanos

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversa com Jorge Fontevecchia – Reprodução/ Perfil TV

Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, confirmou que o novo acordo bilateral entre Argentina e Estados Unidos será submetido a uma análise rigorosa pelo Mercosul

A medida verificará se o texto respeita as normas internas do bloco regional. A fala foi proferida durante entrevista ao programa “Modo Fontevecchia”, transmitido pela Net TV e Rádio Perfil.

O chanceler, ainda, alertou que qualquer disposição que contradiga a legislação ou os entendimentos prévios do Mercosul deverá ser discutida internamente entre os Estados-membros. 

A avaliação ocorrerá durante uma reunião extraordinária do Conselho do Mercado Comum, que acontecerá na próxima semana, a pedido do Paraguai. No encontro, os ministros examinarão se as cláusulas acordadas pelo governo argentino estão em conformidade com as obrigações coletivas do grupo.

Mauro Vieira, que já atuou como embaixador em postos estratégicos como Washington e Buenos Aires, e hoje é figura central na diplomacia brasileira, também reforçou a importância geopolítica do acordo comercial com a União Europeia. 

O Ministro destacou que depois do acordo ser aprovado pela Câmara dos Deputados, o Brasil agora trabalha para que o Senado ratifique o texto ainda nesta semana. 

Dado o passo, permitirá que o país deposite o instrumento de ratificação, fazendo com que o acordo entre em vigor para o Brasil da mesma forma que já ocorre para Argentina e Paraguai, consolidando uma parceria que o ministro define como fundamental para a inserção internacional da região.

O conflito Irã x Israel 

Para finalizar a entrevista, o ministro Mauro Vieira ainda comentou sobre os recentes conflitos mundiais, como a violência institucional e perseguição a chefes de Estado (citando casos como Venezuela e Irã). 

O chanceler reforçou a posição brasileira, que já repudiou os ataques de Israel e dos EUA. Por fim, demonstrou profunda preocupação com o cenário global: “É um completo e absoluto desrespeito ao direito internacional. Ao longo da minha carreira, nunca vimos nada parecido. É um flagrante desrespeito à Carta da ONU.”

Jornalista de formação, curioso de nascença, escrevo desde eventos históricos até personagens únicos e inspiradores. Entusiasta por entender a sociedade através do esporte. Vez ou outra você também pode me achar no impresso!