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A história do affair proibido de JFK Jr. com Madonna

Em 1988, o herdeiro mais cobiçado da América e a rainha do pop viveram um romance escondido marcado por disfarces, oposição familiar e egos colossais

John Kennedy Jr. e Madonna - Getty Images

No final da década de 1980, os Estados Unidos testemunharam o encontro de dois dos maiores arquétipos da sua cultura: John F. Kennedy Jr., o “Príncipe de Camelot”, e Madonna, a indiscutível “Rainha do Pop”.

O que começou como uma admiração mútua em academias de Nova York transformou-se em um breve, mas explosivo, capítulo da história das celebridades, repleto de simbolismos que remetiam ao próprio passado trágico da família Kennedy.

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O príncipe e a diva pop

A faísca inicial não ocorreu em festas de gala, mas no ambiente mundano de uma academia em Nova York, onde ambos treinavam. JFK Jr. estava “deslumbrado com a ideia de namorar Madonna”, conforme descreveu o biógrafo Christopher Andersen em seu livro The Good Son: JFK Jr. and the Mother He Loved.

Para John, a cantora representava “a mulher mais glamourosa, celebrada e emocionante de sua geração”.

Madonna, por sua vez, via a conexão como algo predestinado. Na época, ela ainda estava legalmente casada com o ator Sean Penn, embora o relacionamento estivesse em frangalhos.

De acordo com o portal Irish Central, Madonna teria dito a amigos que seu affair com John seria “cósmico”, convencida de que o destino unia a herdeira do estilo de Marilyn Monroe ao filho de JFK.

Encontros às cegas

Para evitar o frenesi da imprensa, o casal adotou táticas dignas de filmes de espionagem. Eles frequentemente corriam juntos no Central Park, usando bonés e óculos escuros para passar despercebidos.

Em Nova York, iam a teatros e festas separadamente, encontrando-se apenas em locais privados após os eventos.

No entanto, foi no refúgio da família Kennedy em Hyannis Port, Cape Cod, que o casal pôde “baixar a guarda”. Andersen relata que, dentro da propriedade, eles se aconchegavam junto à lareira, bebendo coquetéis em copos de cristal Waterford gravados com os nomes “Caroline” e “John-John” — lembranças da primeira viagem da família à Irlanda após o assassinato do presidente Kennedy em 1963.

A desaprovação de Jackie

O obstáculo mais formidável para o romance não foi a mídia, mas Jacqueline Kennedy Onassis. A ex-primeira-dama mantinha uma desaprovação veemente em relação a Madonna.

O motivo era duplo: o comportamento provocativo da cantora em relação aos rituais católicos e, mais profundamente, a semelhança estética de Madonna com Marilyn Monroe, que havia sido amante de seu falecido marido.

Segundo Christopher Andersen, Jackie via Madonna como uma lembrança constante da dor do passado. Em um encontro tenso no apartamento de Jackie na Quinta Avenida, Madonna assinou o livro de visitas da casa como “Sra. Sean Penn”, um gesto que, segundo relatos, não divertiu Jackie em nada.

Quando Jackie questionou a natureza “materialista” da cantora, JFK Jr. teria retrucado:

Quem neste mundo foi mais materialista do que você?”, revelando as tensões que o relacionamento causava no seio familiar.

O fim

O romance também gerou atritos no mundo de Hollywood. Durante uma festa para Robert De Niro no Tribeca Grill, John tentou se apresentar a Sean Penn.

O ator, ciente dos boatos, respondeu secamente: “Eu sei quem você é. Você me deve um pedido de desculpas”, conforme registrado no livro The Good Son. Kennedy preferiu não responder e se afastou.

O caso acabou perdendo força naturalmente. Robert Littell, amigo próximo de John, descreveu o affair ao The Sunday Times como um “encontro de curiosidade entre a Material Girl e o ‘Hunk’ (galã). Eram como dois grandes navios de mídia passando na noite, uma noite que terminou sem fogos de artifício”.

Legado de uma época

Embora breve, a relação entre JFK Jr. e Madonna permanece como um marco do final dos anos 80, simbolizando a fusão definitiva entre o prestígio político tradicional e a nova aristocracia da cultura pop global.

John acabaria se casando com Carolyn Bessette em 1996, enquanto Madonna continuaria a redefinir sua carreira, mas o breve verão em que o “filho da América” e a “ambição loira” estiveram juntos continua a habitar o imaginário histórico.

Como Sarah Jessica Parker (outra ex-namorada de John) disse ao The New York Times em 1992: “Eu nunca tive ideia do que era a fama real até conhecer John”.

Para Madonna, no entanto, a fama era um terreno comum, o que tornou o encontro deles não apenas um romance, mas um evento cultural de proporções épicas.

Jornalista de formação, curioso de nascença, escrevo desde eventos históricos até personagens únicos e inspiradores. Entusiasta por entender a sociedade através do esporte. Vez ou outra você também pode me achar no impresso!