5 coisas para saber antes de ver Elize: Sombras de Uma Mulher
Estrelado por Lorena Comparato, thriller psicológico da Netflix revisita o chocante caso de Elize Matsunaga

Mais de uma década após o assassinato de Marcos Matsunaga, um dos casos policiais de maior repercussão da história recente do Brasil volta às telas em uma nova abordagem. Desta vez, a Netflix aposta na ficção com Elize: Sombras de Uma Mulher, longa inspirado no crime que chocou o país em 2012.
Com estreia marcada para a próxima quarta-feira, 22 de julho, o filme acompanha a trajetória de Elize Matsunaga desde sua origem humilde até o relacionamento conturbado com o empresário Marcos Matsunaga, interpretado por Henrique Kimura. Diferentemente do documentário lançado pela plataforma em 2021, a nova produção utiliza recursos dramáticos para explorar a psicologia da protagonista e os conflitos que antecederam o crime. Confira cinco pontos para conhecer antes de assistir.
1. Um drama sobre o caso de Elize Matsunaga
Embora retrate um caso amplamente conhecido do público, Elize: Sombras de Uma Mulher não pretende reconstituir os acontecimentos de forma documental. O longa é apresentado como um thriller psicológico dramático, utilizando a liberdade da ficção para explorar aspectos emocionais, subjetivos e psicológicos da protagonista.

Segundo a Netflix, a narrativa mergulha nos bastidores do relacionamento entre Elize e Marcos Matsunaga, mostrando os conflitos e as decisões que culminaram no assassinato do empresário, em maio de 2012.
2. O elenco de Elize
A protagonista é vivida por Lorena Comparato, conhecida por trabalhos em produções como Impuros e Rensga Hits!. Em comunicado divulgado pela Netflix, a atriz afirmou que interpretar Elize foi um dos maiores desafios de sua carreira por envolver um crime real cujas consequências permanecem vivas para familiares e pessoas próximas.
No elenco também estão Henrique Kimura, como Marcos Matsunaga, além de Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg.
3. O roteiro é assinado por Raphael Montes
Um dos principais atrativos da produção é a participação do escritor e roteirista Raphael Montes, autor de sucessos como Bom Dia, Verônica. Ele divide o roteiro com Mariana Torres, enquanto a direção fica a cargo de Felipe Vellas, responsável pela série DNA do Crime.
Segundo Montes em entrevista ao Splash UOL, o objetivo nunca foi apenas revisitar um crime famoso, mas provocar uma reflexão sobre violência e relações abusivas. Já Mariana Torres afirma que o filme procura apresentar as contradições da personagem sem reduzir sua trajetória ao assassinato.
4. A produção busca discutir temas sociais
Apesar de partir de um caso criminal, o longa aborda questões mais amplas, como violência doméstica, desigualdade social, relações de poder e diferenças de classe.
A própria Netflix destaca que o filme investiga a origem de Elize, sua ascensão social após conhecer Marcos Matsunaga e as tensões presentes em um casamento marcado por conflitos. A proposta é contextualizar os acontecimentos sem transformar a narrativa apenas em uma cronologia do crime.
5. O filme complementa o documentário da Netflix
Quem já assistiu a Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime encontrará uma proposta completamente diferente. Enquanto a série documental de 2021 reúne entrevistas, documentos e depoimentos reais, Elize: Sombras de Uma Mulher utiliza a linguagem da ficção para dramatizar os acontecimentos e imaginar as emoções e conflitos vividos pela protagonista.
As duas produções foram realizadas pela Boutique Filmes, mas oferecem experiências distintas: uma prioriza a investigação factual; a outra aposta na construção dramática dos personagens e dos eventos que antecederam o crime. Para quem deseja compreender o caso sob perspectivas diferentes, elas funcionam como obras complementares.