Ron Gibbons, de 98 anos, segue trabalhando três dias por semana em uma unidade da rede Lowe’s, no setor de jardinagem, em Ulster, estado de Nova York. Ele está nessa função há 17 anos e atribui sua vitalidade à atividade constante: “Se você descansar, enferruja”, afirma o veterano de guerra em entrevista à revista People.
Gibbons foi convocado ainda no ensino médio e serviu na Marinha dos EUA a bordo do USS Hornet entre 1945 e 1946, no final da Segunda Guerra Mundial, sem participar de combates diretos. Após a guerra, ingressou no setor industrial, trabalhando para a General Electric e posteriormente para a IBM por mais de 35 anos. Mesmo depois da aposentadoria, ele fundou um pequeno negócio de manutenção de gramados antes de aceitar o convite de amigos para começar a atuar na Lowe’s.
Após a Segunda Guerra Mundial
Na loja, Gibbons é conhecido como “Mr. Ron” e faz turnos de seis horas nos três dias em que trabalha por semana. Ele destaca à revista que o que mais gosta é o contato com as pessoas: interage com clientes, auxilia colegas e mantém a rotina ativa. Fora do trabalho, permanece ocupado com projetos domésticos e de marcenaria.
Casado por 67 anos, Gibbons tem quatro filhos, dez netos e dez bisnetos. Ele afirma que o legado de disciplina e atividade veio dos pais — o pai chegou a trabalhar até quase os 80 anos. Sobre a chegada aos 100, ele brinca à People: “Vou usar dentadura nova e fralda”. Mesmo assim, admite não ter planos de parar, ao menos por ora.
Essa história reflete uma combinação de valores: serviço militar, longa carreira profissional e disposição para permanecer ativo na maturidade — elementos que se reforçam mutuamente e servem como inspiração para temas como envelhecimento, propósito e a redefinição da aposentadoria, agora longe da rotina severa da Marinha dos Estados Unidos.