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Um ano após tragédia, nova ponte promete fim do caos entre TO e MA

Nova ponte na BR-226 será inaugurada nesta segunda-feira, 22, um ano após o desabamento que deixou 14 mortos e provocou filas e prejuízos

Equipe trabalhando na montagem da estrutura da ponte na BR-226 entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) / Créditos: Divulgação DNIT/Governo Federal

Nesta segunda-feira, 22, será inaugurada a nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre os estados do Tocantins e do Maranhão. A entrega ocorre um ano após o desabamento de parte da antiga estrutura, que deixou 14 mortos e três desaparecidos.

Ainda segundo a Marinha do Brasil, além das vítimas, o desabamento também provocou um caos logístico na região. Sem parte da estrutura, a ponte que conectava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) deixou de operar, e a travessia passou a ser realizada com o uso de balsas no rio ao longo deste ano. Apesar de a operação emergencial ter reconectado as cidades, motoristas tiveram de enfrentar longas filas.

Impacto no transporte e no comércio

Empresários da região relatam impactos diretos na circulação de mercadorias após a queda da ponte. Segundo o empresário Tiago Wendler, que atua no setor de peças para caminhões em Estreito (MA), o tempo de espera nas balsas chegou a mais de 15 horas, o que levou fornecedores do Sul do país a suspenderem entregas ao município.

Para manter a operação, Wendler abriu uma filial em Araguaína (TO) e recorreu a crédito para garantir capital de giro. Ele afirma que a empresa acumulou prejuízos ao longo do ano, embora tenha mantido o quadro de funcionários. Dados do Dnit indicam que, em setembro, o fluxo médio diário nas balsas emergenciais era de cerca de 950 motocicletas, 1.150 carros e 350 caminhões.

Nova ponte JK

Conforme informações repercutidas pela Folha de S. Paulo, o Ministério dos Transportes confirmou na sexta-feira, 19, que o ministro Renan Filho participará, nesta segunda-feira, da inauguração da nova travessia na BR-226, que liga os dois estados.

 

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A estrutura tem 630 metros de extensão e conta com duas faixas de rolamento, acostamento, barreiras de proteção e passagem para pedestres. Segundo o governo federal, o investimento na obra foi de quase R$ 172 milhões, com execução a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Em comunicado divulgado em 12 de dezembro, o Dnit informou que os trabalhos estavam 95% concluídos. A parte remanescente da antiga ponte foi implodida em fevereiro deste ano.

Impactos econômicos e perícia

Além disso, a interrupção da ligação levou ao fechamento de empresas e à migração de operações para outros municípios. Segundo a Acisape, os prejuízos foram generalizados e parte do setor ainda opera no vermelho. O prefeito de Estreito, Leo Cunha (PL), afirma que o impacto foi maior no fim de 2024 e projeta retomada a partir do Natal de 2025.

Após análise, a Polícia Federal apontou a sobrecarga como possível causa do desabamento da antiga ponte. Em laudo divulgado em julho, a perícia indicou tráfego de veículos acima do previsto, degradação do concreto e possível falta de manutenção.

Segundo o relatório, técnicos destacaram que, na época da inauguração da ponte, caminhões tinham peso médio de cerca de 20 toneladas, enquanto hoje são comuns composições que chegam a 70 toneladas. A PF concluiu que o acúmulo de veículos nos momentos anteriores ao colapso pode ter sido determinante para a ruptura.