Túmulo perdido de Alfredo, o Grande, pode ter sido localizado
Investigador afirma ter localizado restos do lendário rei anglo-saxão sob estacionamento em Hampshire após 13 anos de busca

Um investigador histórico afirma ter encontrado os restos mortais do Rei Alfredo, o Grande, um dos governantes mais importantes da história da Inglaterra, enterrados sob um estacionamento em Hampshire. A descoberta, ainda sem confirmação definitiva, pode solucionar um mistério que dura séculos sobre o paradeiro do local de descanso final do monarca anglo-saxão.
A investigação foi conduzida pelo autor e pesquisador histórico Graham Phillips, que afirma ter encontrado evidências de que os ossos de Alfredo podem estar a poucos metros do jardim onde o rei teria sido enterrado originalmente. Segundo ele, os restos estariam localizados cerca de 20 metros de distância do ponto atualmente associado ao antigo túmulo do governante.
“Estranhamente, como Richard III, os ossos estão sob um estacionamento”, afirmou Phillips ao comentar a descoberta.
Uma busca que durou 13 anos
Nascido em 849, Alfredo governou Wessex entre 871 e 899 e ficou conhecido principalmente por sua resistência contra os invasores vikings. Além de líder militar, o rei também foi reconhecido por suas habilidades como estrategista, estudioso e administrador, sendo considerado uma figura fundamental para a formação de uma Inglaterra unificada.
Após sua morte, em 899, seus restos mortais passaram por diferentes locais. Inicialmente enterrado na Catedral de Winchester, Alfredo foi transferido em 1110 para a Abadia de Hyde, em Winchester, onde teria sido sepultado diante do altar-mor ao lado de sua esposa e filho.
Porém, após a dissolução dos mosteiros em 1539, a abadia foi destruída e o local acabou abandonado. Durante o século 19, novas buscas foram realizadas. Em 1866, o antiquário inglês John Mellor encontrou ossos no local e acreditou que eles pertenciam ao rei, mas pesquisas posteriores descartaram essa possibilidade.
Em 2013, arqueólogos analisaram por datação de carbono os restos encontrados no cemitério de St. Bartolomeu e descobriram que eles eram mais de 200 anos posteriores à morte de Alfredo, reacendendo o interesse pela localização verdadeira do túmulo.
Pistas sobre uma possível transferência dos restos
Segundo Phillips, a chave para a descoberta estaria em acontecimentos do final do século 18. O pesquisador afirma ter encontrado documentos indicando que, em 1788, uma prisão foi construída ao lado da antiga área da Abadia de Hyde, e o espaço onde ficavam os túmulos teria sido transformado em um jardim para a residência do responsável pelo local.
Para o investigador, os ossos de Alfredo, sua esposa e seu filho podem ter sido removidos durante esse período, antes das obras realizadas no século 19, repercute o Daily Mail.
Durante a pesquisa, Phillips encontrou registros do historiador inglês Henry Howard, que visitou o local no fim dos anos 1700. Em um artigo publicado em 1800 na revista Archaeologia, da Sociedade de Antiquários de Londres, Howard mencionava que prisioneiros responsáveis pelo trabalho no jardim haviam encontrado ossos enterrados na região, além de fazer referência a um mapa do local.
A suposta descoberta será apresentada em um novo episódio da série de televisão britânica Weird Britain, exibido pela Blaze TV em 8 de julho de 2026. Até o momento, as afirmações de Phillips ainda aguardam confirmação científica, mas a investigação reacende um dos maiores mistérios arqueológicos ligados à monarquia anglo-saxã.
*Sob supervisão de Éric Moreira