Novo jogo desafia conhecimento histórico de usuários; confira!
Estudante de Washington criou jogo online em que usuários têm de identificar as origens de artefatos arqueológicos; plataforma ensina e diverte

Recentemente, um estudante da University of Washington, Matthew Chu, criou um jogo online baseado em arquivos abertos ao público, em que os usuários têm de identificar as origens de artefatos arqueológicos.
Atualmente o jogo Anthropeum disponibiliza 10 imagens diariamente aos usuários, que devem classificá-las de acordo com seu local de origem e a época.
Baseado na coleção digital da Metropolitan Museum of Art’s, atualmente a plataforma tem mais de 492.000 obras históricas que podem ser classificadas. Assim, o jovem de 21 anos estremeceu os métodos padrões de estudar a história da arte.
Você consegue identificar as origens?
Com um simples pin, os jogadores devem identificar onde é o local de origem do artefato arqueológico. Ao mesmo tempo, devem demarcar o período histórico ao qual pertence com um marcador. Assim, o objetivo é que os jogadores sejam o mais preciso possível em suas sugestões.
Contudo, caso o desafio seja muito grande, é possível recorrer a algumas dicas. Por exemplo, no caso de uma estátua romana, o jogo indicará que ela advém de algum lugar do mediterrâneo. Mas essa dica não entrega a resposta de cara, pois uma estátua dessas também pode vir da Turquia, Império Bizantino, Grécia, Egito e demais localizações.
Desse modo, assim que o jogador confirma e tranca sua resposta, o Anthropeum revela qual é a resposta correta e disponibiliza uma explicação mais detalhada sobre o artefato, de forma que o usuário possa compreender melhor de onde e quando vêm as peças arqueológicas.
Ademais, o jogo distribui pontos conforme a proximidade das respostas com o tempo e o lugar original. Apesar de não ser filiado ao jogo o Metropolitan Museum of Art’s é parte essencial de sua construção e funciona como base para a divulgação histórica.
De acordo com a Smithsonian, Chu disse em entrevista:
Significa desafiar-nos, […] Eu quero que as pessoas vejam coisas que elas não sabiam, assim elas podem aprender com isso.”
Conforme o estudante de 21 anos, a ideia surgiu após ver coletores de artefatos conseguirem identificar de onde e quando moedas foram fabricadas. Entretanto, ele descobriu o verdadeiro potencial do projeto quando começou a analisar o banco de dados aberto ao público do museu e percebeu que poderia utilizar todas aquelas imagens.
Diante da iniciativa, Loic Tallon, chefe do escritório digital do museu, disse:
Como nosso público é, na verdade, composto pelos três bilhões de pessoas conectadas à internet em todo o mundo, precisamos pensar grande sobre como alcançar esses espectadores e intensificar nosso foco nas estratégias digitais que geram maior impacto. O Acesso Aberto é uma dessas estratégias.”.
Desde que foi lançado, o número de usuários no site do museu aumentou em 64%. Você pode acessá-lo clicando aqui!
*Sob supervisão de Giovanna Gomes