Trump compartilha imagem do Estreito de Ormuz renomeado como ‘Estreito de Trump’

Publicação feita por Donald Trump em seu perfil na plataforma Truth Social surge em meio à escalada de tensões com o Irã

Donald Trump compartilhou imagem do Estreito de Hormuz com nome de "Estreito de Trump" - Crédito: Divulgação/Redes sociais

O presidente norte-americano Donald Trump compartilhou, em suas redes sociais, uma imagem que mostra o Estreito de Ormuz com o nome alterado para “Estreito de Trump”. A publicação foi feita em seu perfil na plataforma Truth Social e surge em meio à escalada de tensões com o Irã.

Os dois países seguem envolvidos em um cenário de bloqueios na região, considerada uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás. Até o momento, autoridades iranianas não se pronunciaram oficialmente sobre a imagem.

O governo iraniano condicionou a reabertura do canal ao fim do conflito e ao cumprimento de exigências de segurança estabelecidas pelo próprio país. O vice-ministro da Defesa, Reza Talaei-Nik, afirmou que a retomada do tráfego dependerá de garantias de que a segurança nacional não será comprometida. Segundo ele, “permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, declarou à agência Fars.

Contexto

A fala ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, no Quirguistão, segundo o portal UOL. Atualmente, o fluxo de embarcações na região permanece reduzido devido às restrições impostas por Teerã e ao bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos em portos iranianos. Relatos recentes também apontam para ataques e apreensões de navios nas últimas semanas.

Autoridades iranianas indicam ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz poderá ter custos adicionais. Em março, a Comissão de Segurança do Parlamento aprovou uma proposta para cobrar tarifas de embarcações que utilizarem a rota.

O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou que o país não considera encerrado o estado de guerra com Estados Unidos e Israel. “Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, afirmou. Ele acrescentou que, diante de novos ataques, a resposta iraniana deverá ser mais intensa do que as anteriores.

Akraminia também informou que o Irã manteve a produção de drones ao longo do conflito e que parte dos equipamentos foi desenvolvida e utilizada durante o próprio período de combate. De acordo com ele, as forças iranianas teriam abatido mais de 170 drones e 16 aeronaves militares.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.