Teatro do Copacabana Palace é rebatizado em homenagem a Fernanda Montenegro
Homenageada no Copa Art Talks, a atriz de 96 anos empresta seu nome ao histórico teatro carioca, local em que mais se apresentou na carreira

O tradicional teatro do Copacabana Palace, situado na cidade do Rio de Janeiro, passou por uma mudança de grande importância na quarta-feira, 1. Dessa forma, o espaço cultural foi oficialmente rebatizado para homenagear a sua maior estrela, recebendo a nomenclatura definitiva de Teatro Fernanda Montenegro.
Trata-se de uma reverência direta à imensa trajetória profissional da atriz, que atualmente está com 96 anos de idade.
Nesse contexto de celebração, a veterana acumula mais de oito décadas de uma carreira ininterrupta e totalmente dedicada à atuação. A novidade sobre o novo nome foi comunicada ao público de maneira oficial durante a realização do evento cultural conhecido como Copa Art Talks.
Conexão com o espaço
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, a justa homenagem anunciada busca coroar não apenas a impressionante longevidade da profissional, mas principalmente a sua ligação histórica com o palco do luxuoso hotel carioca.
Afinal, Fernanda Montenegro foi formalmente apontada como a artista das artes cênicas que mais vezes se apresentou naquele espaço específico ao longo das últimas décadas.
Durante o encontro de anúncio, a cerimônia contou com a mediação cuidadosa da jornalista Marina Caruso. Sob essa condução, a homenageada teve a oportunidade de relembrar abertamente a sua forte relação com o local e com o início de sua profissão, nos anos de 1950.
Por consequência, a estrela também fez questão de destacar a sua enorme surpresa e emoção ao ver o recinto agora ser chamado pelo seu nome.
Histórico de espetáculos
Para compreender o peso dessa relação, é preciso resgatar as primeiras atuações da artista no hotel. Em primeiro lugar, Fernanda subiu no palco do Copacabana Palace pela primeira vez quando tinha apenas 21 anos de idade. Naquela ocasião inaugural, ela participou da montagem da peça “As Alegres Canções na Montanha (3200 Metros de Altitude)”, que contou com a direção de Esther Leão.
Posteriormente, a intérprete retornou ao mesmo palco para encabeçar uma série de outros espetáculos de enorme destaque no país. Dentre essas obras, figuram grandes sucessos teatrais, como é o caso de “Jezebel”, estrelada no ano de 1952.
Além disso, uma década depois, ela também brilhou nas peças “Mary Mary” e “Qualquer Quarta-feira”. Por fim, consolidando essa sólida parceria com o espaço, a atriz protagonizou a montagem de “Plaza Suite”, realizada no ano de 1970.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli