Suspeito de planejar morte de Trump aponta acordo com Irã
Acusado afirma que foi coagido por agentes iranianos para assassinar Trump, e que sua família estaria sob ameaça

Um empresário paquistanês está sendo julgado em Nova York, sob acusação de participar de um plano para assassinar políticos americanos, incluindo o presidente Donald Trump. O réu, Asif Merchant, de 47 anos, afirma que foi forçado a colaborar por agentes iranianos, que teriam ameaçado sua família que vive em Teerã.
Segundo o processo apresentado em tribunal federal no Brooklyn, Merchant teria sido recrutado por integrantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) para ajudar a organizar um plano envolvendo várias ações nos Estados Unidos, incluindo protestos, roubo de documentos, lavagem de dinheiro e um possível assassinato de Trump.
Durante seu depoimento, Merchant afirmou que não queria participar do esquema, mas alegou que aceitou colaborar porque temia pela segurança de sua esposa e de sua filha adotiva que vivem no Irã. Ele disse que um agente iraniano teria citado nomes de possíveis alvos, entre eles Trump, o ex-presidente Joe Biden e a ex-candidata presidencial Nikki Haley.
Atentado contra Trump
A acusação afirma que Merchant chegou a tentar contratar assassinos profissionais nos Estados Unidos para executar o plano. Em uma reunião gravada secretamente, ele teria entregue US$ 5 mil em dinheiro a pessoas que acreditava serem criminosos ligados à máfia — mas que, na realidade, eram agentes disfarçados do FBI.
Merchant foi preso em julho de 2024 no Texas, pouco antes de deixar o país. As autoridades dizem que ele viajou aos Estados Unidos especificamente para organizar o plano e recrutar pessoas para realizá-lo.
Promotores federais contestam a versão de que ele agiu sob coerção. Segundo eles, as evidências — incluindo reuniões gravadas e mensagens — indicam que Merchant participou voluntariamente da conspiração e manteve contato com pessoas ligadas a uma organização considerada terrorista pelos EUA.