Submersível Titan: especialista defende responsável por tragédia
Ex-especialista da OceanGate defende Stockton Rush após tragédia do Titan: 'Foi um acidente, não a culpa de uma única pessoa'

Um ex-especialista em missões da OceanGate, a empresa privada responsável pelo lançamento do submersível Titan, saiu em defesa do falecido CEO Stockton Rush, que tem sido alvo de críticas após o trágico incidente que resultou na morte dele e de outros quatro passageiros durante uma expedição ao Titanic em junho de 2023.
Recentemente, o relatório final da Guarda Costeira dos Estados Unidos sobre o acidente designou Rush como principal responsável pela implosão do submersível. Com 335 páginas, o documento concluiu que Rush agiu com negligência ao não seguir os protocolos de engenharia estabelecidos e criticou a OceanGate por “criar estrategicamente confusões regulatórias e desafios de supervisão”.
Em contrapartida, o especialista em missões, que preferiu não se identificar, afirmou que os riscos da expedição foram amplamente comunicados a todos os passageiros, que incluíam personalidades como Hamish Harding, um explorador britânico de 58 anos; Paul-Henri Nargeolet, um experiente mergulhador francês de 77 anos; e os empresários Shahzada e Suleman Dawood, pai e filho.
Qualquer um que embarcasse na expedição ao Titanic com a OceanGate recebeu informações detalhadas e assinou um termo de responsabilidade. Eles estavam cientes de que se tratava de uma aventura extremamente arriscada. Apresentações foram feitas a bordo”, declarou o especialista à imprensa.
O ex-membro da equipe ainda acrescentou: “Se alguém decidiu entrar no submersível, foi por sua própria conta e risco. Não senti que a OceanGate enganou ninguém ou que suas intenções não eram seguras”.
Rush e o Titan
De acordo com as recomendações da Guarda Costeira, Rush poderia ter enfrentado acusações de homicídio culposo caso tivesse sobrevivido ao desastre. No entanto, o especialista discordou dessa análise, afirmando: “Foi um acidente, um terrível acidente. É muito triste que isso tenha acontecido. Não acho que seja culpa de uma única pessoa; muitos poderiam ter contribuído para evitar isso, não apenas a OceanGate ou Stockton”.
O relatório da Guarda Costeira classificou a tragédia como “evitável”, destacando que Rush havia sido alertado repetidamente sobre as preocupações relacionadas à segurança do submersível, mas ignorou esses avisos. “Uma falsa sensação de segurança foi criada por Rush através de representações enganosas sobre a segurança do TITAN”, afirmava o documento.
Além disso, as alegações indicam que aqueles que expressaram preocupações foram intimidados. O relatório menciona táticas de intimidação utilizadas pela OceanGate nos anos anteriores ao incidente para evitar a supervisão regulatória.
As práticas inadequadas de teste também foram citadas. Entretanto, o especialista defendeu a adequação dos procedimentos de design e teste do casco do Titan, ressaltando: “A OceanGate realizou dez anos de testes. O casco foi até o Titanic pelo menos 15 vezes. O design funcionou e atingiu seu objetivo”.
O relatório da Guarda Costeira também apontou que o Titan foi armazenado em um estacionamento externo durante o inverno de 2022 para 2023 no Canadá como parte de uma medida de economia. O especialista admitiu que problemas de manutenção poderiam ter contribuído para o incidente, mas sustentou: “O casco já havia chegado ao Titanic anteriormente. Provavelmente ocorreu algum problema relacionado à manutenção; precisam atribuir culpa a algo”.
*Conteúdo produzido com auxílio de IA.