Stephen King vê impeachment de Trump como “fim ideal”
Stephen King vê futuro político dos EUA como enredo sombrio, comparando gestão do presidente a uma narrativa de horror

O escritor Stephen King, mestre consagrado do terror, afirmou que a presidência de Donald Trump é, por si só, “uma história de terror” — e sugeriu que o desfecho mais satisfatório para essa narrativa política seria um impeachment.
Em entrevista ao jornal The Guardian, King, de 77 anos, respondeu a um leitor que perguntou como ele encerraria a “América Trumpiana”: “Acho que seria um impeachment – o que, na minha opinião, seria um bom final. Eu adoraria vê-lo aposentado, digamos assim. O final ruim seria se ele conseguisse um terceiro mandato e assumisse o controle completamente.”
Críticas contundentes
O autor, responsável por obras icônicas como Carrie (1974), O Iluminado (1977) e It: A Coisa (1986), enfatizou que, para ele, Trump encarna o tipo de figura ameaçadora que povoa seus romances mais sombrios. “Trump é uma história de terror, não é?”, provocou.
Trump foi alvo de dois processos de impeachment durante sua presidência: em 2019, por abuso de poder e obstrução do Congresso, e em 2021, acusado de incitação à insurreição após o ataque ao Capitólio. Em ambas as ocasiões, o Senado o absolveu. As declarações de King surgem na mesma semana em que o ex-presidente determinou o envio da Guarda Nacional às ruas de Washington, D.C., prometendo transformá-la na “cidade mais segura do mundo” — medida que provocou reações negativas.
A prefeita do município, Muriel Bowser, classificou a ação como uma “influência autoritária” e apelou à população para “proteger nossa autonomia”. Já críticos democratas argumentam que Trump usa o discurso de segurança pública para reforçar sua imagem política, apesar de estatísticas recentes apontarem queda na criminalidade. Para King, este tipo de cenário só reforça a atmosfera distópica que ele associou à administração Trump, um “conto sombrio” cujo final ainda está em disputa.
Assim como em seus livros, o escritor destaca que a tensão cresce quando líderes concentram poder e cultivam um clima constante de insegurança, deixando o público dividido entre a esperança de um final redentor e o receio de um desfecho trágico.