Série documental sobre Ayrton Senna ganha data de estreia no streaming
'Meu Ayrton por Adriane Galisteu', série documental dividida em dois episódios de 45 minutos, ganhou data de estreia; confira!

Produção Max Original, a nova série documental “Meu Ayrton por Adriane Galisteu“, estreia em 6 de novembro na HBO Max. A obra, que apresenta um retrato profundamente pessoal da apresentadora e empresária sobre sua relação com o piloto Ayrton Senna, é dividida em dois episódios de 45 minutos, lançados simultaneamente na plataforma.
Com depoimentos inéditos, bastidores reveladores e lembranças guardadas por mais de três décadas, a série oferece a Adriane Galisteu a oportunidade de narrar, com a própria voz, sua versão dessa história — contada 31 anos após a morte de um dos maiores ídolos do Brasil.
Na produção, Galisteu revisita sua trajetória ao lado de Senna, dentro e fora dos holofotes, em um dos relacionamentos mais comentados dos anos 1990. Ao relembrar momentos marcantes e retornar a lugares que fizeram parte de sua vida com o piloto, ela compartilha, de forma inédita, memórias, sentimentos e experiências que ajudam a construir um novo olhar sobre aquele período. A série ainda traz depoimentos de amigos e personalidades que acompanharam de perto a jornada de Senna e seus últimos anos de vida.
“Meu Ayrton por Adriane Galisteu” é uma produção da Magnífica Produções para a Warner Bros. Discovery, com direção de João Wainer. Pela WBD, assinam a produção executiva Sérgio Nakasone, Adriana Cechetti e Luciana Soligo; pela Magnífica, a produção executiva é de Renata Galvão.
31 anos sem Senna
Ayrton Senna partiu em 1º de maio de 1994, deixando o Brasil e o mundo em luto. Naquele dia, durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, o tricampeão mundial da Fórmula 1 sofreu um dos acidentes mais trágicos da história do automobilismo. A barra de direção da Williams FW16 quebrou, e o carro seguiu em linha reta na curva Tamburello, colidindo violentamente contra o muro a mais de 200 km/h. Horas depois, no Hospital Maggiore, em Bolonha, a morte de Senna, aos 34 anos, foi confirmada.
Segundo o portal GE, o piloto, que já havia conquistado três títulos mundiais pela McLaren, buscava retomar o domínio da categoria com a Williams-Renault, equipe campeã das duas temporadas anteriores, mas o início do campeonato de 1994 foi marcado por dificuldades técnicas e frustrações.
Senna chegava a Ímola com duas desistências consecutivas, nos GPs do Brasil e do Pacífico, e ainda sem pontuar no campeonato, liderado por Michael Schumacher. O fim de semana, porém, seria um dos mais sombrios da história da Fórmula 1.
Na sexta-feira, Rubens Barrichello, então um jovem estreante, sofreu um grave acidente durante os treinos, perdendo a consciência após bater a 250 km/h. No dia seguinte, o austríaco Roland Ratzenberger perdeu o controle de seu carro após a quebra da asa dianteira e morreu instantaneamente ao colidir contra o muro na curva Villeneuve. A tragédia abalou profundamente Senna, que prometeu correr em homenagem ao colega e chegou a separar uma bandeira da Áustria para erguer caso vencesse a prova.
No domingo, a tensão era evidente. Logo nas voltas iniciais, um choque entre J.J. Lehto e Pedro Lamy levou à entrada do safety car, o que reduziu a temperatura dos pneus — algo que preocupava Senna e outros pilotos. Na sexta volta, o carro de segurança deixou a pista e, pouco depois, a barra de direção do carro de Senna se rompeu. A Williams perdeu o controle e foi direto contra a barreira de pneus. O impacto foi devastador e, apesar das tentativas de reanimação, o brasileiro não resistiu.
O corpo de Ayrton Senna chegou a São Paulo no dia 4 de maio de 1994, e o país parou para se despedir do ídolo. Milhões acompanharam o cortejo entre o Aeroporto de Guarulhos e a Assembleia Legislativa, onde o corpo foi velado por quase 24 horas. No dia seguinte, uma multidão estimada em dois milhões de pessoas acompanhou o trajeto até o Cemitério do Morumbi, onde Senna foi enterrado com honras de chefe de Estado.