Satélite da NASA acha planeta do tamanho da Terra em anã vermelha
Descoberto pelo satélite TESS da NASA, o exoplaneta TOI-4616 b é um mundo rochoso; o novo planeta orbita uma estrela e se assemelha à Terra

A NASA, por meio dos dados coletados pelo satélite TESS, identificou um novo exoplaneta com dimensões muito semelhantes às do nosso planeta. Batizado oficialmente de TOI-4616 b, o corpo celeste está localizado a cerca de 91,8 anos-luz de distância da Terra.
Além disso, a descoberta desse mundo que orbita uma estrela anã vermelha foi detalhada em um estudo recente, divulgado neste mês de março no servidor científico arXiv.
Características do TOI-4616 b
De acordo com informações repercutidas pela revista Galileu, em relação às suas medidas, os pesquisadores apontam que o exoplaneta mede 1,22 vezes o raio terrestre e possui grandes chances de ser um mundo rochoso. Por outro lado, sua massa estimada é um pouco maior do que a nossa, variando entre 1,5 e 3 vezes a da Terra.
Consequentemente, essas condições físicas tornam o objeto espacial um excelente alvo para investigações mais aprofundadas sobre a sua formação.
No que diz respeito ao seu próprio sistema, o novo planeta orbita a estrela hospedeira TOI-4616 de forma extremamente rápida, completando uma volta inteira a cada 37,2 horas. Dessa maneira, o astro se mantém bem próximo da sua anã vermelha, que detém apenas 19% do tamanho e da massa do nosso Sol.
Além dessas informações, a temperatura efetiva da estrela atinge 2.876 ºC, possuindo uma idade estimada que varia de 300 a 800 milhões de anos.
Confirmação e próximos passos
Para validar todas as informações captadas pelo satélite, o trabalho contou com uma equipe internacional liderada pelo pesquisador Francis Zong Lang, da Universidade de Berna. No comunicado da pesquisa, o grupo detalhou o minucioso processo de observação astronômica.
Confirmamos a natureza planetária do sinal e determinamos os parâmetros do sistema combinando fotometria do TESS com observações de trânsito em múltiplas bandas feitas da Terra”, destacou a equipe de Lang.
Por fim, os cientistas acreditam que os gases primordiais de hidrogênio e hélio do TOI-4616 b podem ter se dissipado no espaço ao longo do tempo. Contudo, uma atmosfera secundária mais compacta pode ter resistido às condições adversas da sua estrela.
Sendo assim, os especialistas planejam utilizar a espectroscopia de transmissão do Telescópio Espacial James Webb com o objetivo de detectar e analisar as características atmosféricas desse novo e promissor mundo.
*Sob supervisão de Éric Moreira