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Sarah Mullally será a primeira mulher a liderar a Igreja Anglicana

Nomeação histórica de Sarah Mullally rompe tradição milenar, e marca avanço da igualdade de gênero na Igreja da Inglaterra

Sarah Mullally
Sarah Mullally, primeira líder feminina anglicana - Getty Images

Sarah Mullally foi confirmada como a nova Arcebispa de Canterbury, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto máximo da Igreja da Inglaterra em mais de 1.400 anos de história. A escolha representa não apenas um marco simbólico, mas também um momento de renovação em meio a desafios institucionais, como escândalos de abuso e críticas à falta de transparência na hierarquia da Igreja.

Atualmente bispa de Londres, Mullally sucede Justin Welby, que deixou o cargo após ser alvo de críticas pela condução de casos de abuso. Em seu primeiro pronunciamento na Catedral de Canterbury, a nova arcebispa reconheceu a necessidade de enfrentar “dinâmicas de poder” que permitiram falhas institucionais e prometeu uma liderança mais aberta, justa e pastoral, voltada para toda a comunidade anglicana.

Eleição de Sarah Mullally

A nomeação, no entanto, gerou debates: setores progressistas celebram o avanço da igualdade de gênero, enquanto alas conservadoras de igrejas em países da África, Ásia e América Latina manifestaram preocupação com possíveis interpretações contrárias a princípios bíblicos tradicionais.

Sarah Mullally possui um perfil incomum para o cargo: antes de ingressar no ministério anglicano, foi enfermeira e chegou a ocupar o posto de Chief Nursing Officer da Inglaterra. Ordenada em 2001, acumulou experiência pastoral e administrativa, o que contribui para sua visão de uma Igreja inclusiva e engajada em questões contemporâneas, como migração, direitos das minorias e debates sociais.

Sua entronização está marcada para março de 2026, e a expectativa é de que sua liderança promova reconciliação, modernização e maior credibilidade institucional. Com essa nomeação histórica, a Igreja da Inglaterra envia uma mensagem clara sobre igualdade, diversidade e a necessidade de transformação em tempos de mudanças culturais e sociais.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.