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Rei Charles dá adeus às pistas de esqui aos 77 anos

Monarca britânico admitiu que as lesões acumuladas no polo e a idade avançada o afastaram definitivamente da sua paixão de infância

Rei Charles III atualmente e foto com seus filhos - Getty Images

O Rei Charles III, atualmente com 77 anos e aproximando-se da marca de oito décadas de vida, confirmou recentemente que não voltará a praticar esqui, uma de suas maiores paixões pessoais.

Durante uma visita oficial a Teesside, o soberano desabafou sobre sua condição física atual, afirmando acreditar que seus dias de deslizar pelas montanhas nevadas ficaram para trás.

A decisão marca o encerramento de uma era para o monarca, que foi um ferrenho entusiasta do esporte durante décadas, especialmente durante o longo período em que atuou como Príncipe de Gales.

 

História de amor com os Alpes Suíços

A relação de Charles com o esqui começou cedo, aos 14 anos, no vilarejo suíço de Klosters, local que se tornou o destino de inverno favorito não apenas dele, mas de toda a família real britânica.

Hospedando-se frequentemente no luxuoso Chalet Eugenia, o monarca protagonizou momentos que ficaram gravados na memória do público e da imprensa.

Entre eles, destaca-se o episódio de 1980, quando apareceu disfarçado para brincar com os paparazzi, e a dramática sobrevivência a uma avalanche 8 anos depois, que vitimou seu amigo próximo, o Major Hugh Lindsay.

A conexão com a região é tão profunda que, em 2023, o principal teleférico de Klosters teve seu nome alterado de “Príncipe de Gales” para “Rei Charles”.

O preço da vida atlética

O afastamento das pistas não decorre apenas da idade, mas é também uma consequência de outra paixão esportiva que Charles cultivou por quarenta anos: o polo.

O rei admitiu que as exigências físicas dessa modalidade, somadas a diversas lesões sofridas ao longo das décadas, cobraram seu preço, especialmente nas costas.

O histórico médico do monarca inclui um braço quebrado, em 1990; uma costela fraturada, em 1998; e um acidente em 2001, que o deixou brevemente inconsciente após cair de um cavalo. 

De acordo com relatos de seu filho mais novo, o príncipe Harry, em sua biografia Spare, o monarca convive com dores constantes no pescoço e nas costas devido a esses traumas antigos.

Tais sequelas acumulados tornaram a prática do esqui, que exige grande esforço das articulações e da coluna, inviável para o soberano no momento atual.

Foco na saúde

Apesar de ter abandonado o esqui e as competições de polo, Charles III mantém uma rotina ativa para preservar sua mobilidade enquanto enfrenta desafios contemporâneos de saúde, como o diagnóstico de câncer recebido em 2024.

De acordo com informações compartilhadas pela Rainha Camilla, o rei é um caminhante ávido, comparado por ela a um “cabrito montês” pela agilidade com que sobe colinas íngremes, e realiza regularmente exercícios de fortalecimento, como agachamentos e flexões.

Essa disciplina tem sido essencial para que ele mantenha a energia necessária para cumprir seus deveres reais, mesmo em um período de tratamento médico, demonstrando que, embora as descidas em alta velocidade tenham ficado no passado, sua determinação em permanecer ativo continua intacta.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli