Notícias / OVNis

Quase 200 arquivos sobre OVNis foram desclassificados pelo governo dos EUA

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos desclassificou quase 200 documento, imagens e gravações sobre avistamento de OVNIs

Presença de um UAP perto do Japão - Créditos: Reprodução/Nasa

Cerca de 200 documentos, com aproximadamente 80 anos de supostos avistamentos de OVNIs, foram desclassificados pelo governo dos Estados Unidos e disponibilizados em seu site oficial.

O Departamento de Defesa disponibilizou para leitura, nesta sexta-feira, 8, todos os 162 documentos, fotos e vídeos de relatos de OVNIs e UAPs, novo nome usado pelo governo para os avistamentos que datam de 1947. Os documentos liberados vêm do Departamento de Defesa (DOD), do FBI e da Nasa.

A Nasa liberou imagens, arquivos de áudio e transcrições dos astronautas da era Apollo, que nunca haviam sido divulgados, relatando ter visto anomalias no espaço. Grande parte dos casos divulgados nos documentos é conhecido há muito tempo, mas nunca conseguiram dar uma resposta convincente para explicá-los.

No site oficial do Departamento de Defesa, os representantes escreveram: “Os materiais aqui arquivados referem-se a casos não resolvidos, o que significa que o governo não consegue determinar definitivamente a natureza do fenômenos observados […] Isso pode ocorrer por diversos motivos, incluindo falta de dados suficientes”.

Os dados que foram liberados tem uma qualidade extremamente baixa, o que acaba dificultando a observação de evidências que possam provar que são extraterrestres. 

A Nasa ainda não se pronunciou sobre os arquivos que foram desclassificados recentemente, mas publicaram uma declaração apoiando o administrador Jared Isaacman. A agência mantém sua opinião de que os UAPs, Fenômenos Aéreos Não Identificados, são reais, mas que não se tratam de extraterrestres. “Existem dados que sustentam a ideia de que os UAPs são evidência de tecnologias extraterrestres?”.

A página oficial da Nasa responde que não e que a maioria dos avistamentos de UAPs se tratam de dados muito limitados, que acabam dificultando a obtenção de conclusões científicas. Em 2022 e 2023, a agência conduziu sua própria investigação sobre os UAPs e chegaram à conclusão de que não havia evidências de atividade extraterrestre, pontuando sobre a baixa qualidade dos dados. 

O que foi avistado

Segundo a Livescience, entre todos os documentos disponibilizados, os mais interessantes são os arquivos com relatos de astronautas da Nasa na década de 1960, durante a missão Gemini VII, de 1965, que possuem transcrição e uma gravação de áudio, divulgada recentemente, onde dois astronautas relatam que observaram um objeto não identificado em órbita da Terra.

Em 5 de dezembro de 1965, os astronautas Frank Borman e Jim Lovell, contaram que avistaram um “bicho-papão”, código militar para falar sobre uma aeronave não identificada, e que Borman a descreveu como centenas de pequenas partículas passando. 

Na época, o controle de solo questionou Borman sobre a possibilidade de ser alguma parte do foguete auxiliar, que havia se desprendido recentemente, mas os astronautas afirmaram que não era e relataram que era possível ver o foguete em outra parte da órbita. 

Além desse caso, os documentos também possuem fotos e transcrições das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17, onde os astronautas afirmaram que viram diversos fasher e partículas de luz na Lua. Assim como os outros, todos esses casos ficaram sem soluções por falta de dados. 

De acordo com uma investigação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, realizada em 2022, esses avistamentos podem ser explicados por ilusão de ótica, pássaros e fotografias de baixa qualidade. 


*Sob supervisão de Fabio Previdelli