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Problema de Príncipe Andrew pode ajudar ascensão de William

Príncipe Andrew abdica de títulos reais, alivia Charles III e gera expectativa sobre o futuro da monarquia com William no trono

Príncipe Andrew e Príncipe William - Getty Images

A recente decisão do Palácio de Buckingham em relação ao Príncipe Andrew, que concordou em abrir mão do uso de seus títulos e honrarias, deve ter trazido um certo alívio ao Príncipe de Gales. O comunicado oficial indicou que Charles III consultou seu filho antes de permitir tal renúncia.

Com a perspectiva de que William assumirá o trono em algum momento, a presença de Andrew, que é doze anos mais novo que o rei Charles, pode ser um assunto delicado. A expectativa é que Andrew assista à cerimônia de coroação de seu sobrinho à distância.

Charles, ciente da complexidade da situação envolvendo Andrew, pode ter considerado a renúncia dos títulos como uma solução para evitar problemas futuros que William não gostaria de enfrentar quando se tornasse rei.

Na última sexta-feira, 17, foi anunciado que o ducado de Andrew e outros títulos, incluindo sua honraria na Ordem da Jarreteira, seriam colocados em abeyance — um estado em que permanecem existentes, mas inativos. Essa medida é semelhante ao status de seu título de HRH desde o início do escândalo envolvendo Virginia Giuffre, ocorrido há seis anos.

Ameaça

No entanto, há informações de que William adotaria uma postura mais firme em relação a Andrew quando se tornar rei. Embora a remoção total do ducado exija um ato do parlamento, Charles acredita que seria um desperdício de tempo legislativo discutir os títulos de Andrew e considera suficiente sua suspensão temporária. O governo britânico afirmou que seguirá a orientação da família real sobre qualquer decisão formal relacionada aos títulos do príncipe.

Entretanto, alguns membros do parlamento estão pressionando para uma ação mais contundente. Rachael Maskell, deputada trabalhista por York Central, está elaborando uma proposta para dar ao rei ou a um comitê parlamentar o poder de remover formalmente os títulos de Andrew.

Caso essa proposta seja aprovada, William teria a oportunidade de traçar uma linha clara em relação à reputação da monarquia. De acordo com relatos, ele ainda vê o tio como uma “ameaça” e um risco reputacional para a coroa.

Entre as medidas possíveis que William poderia tomar ao ascender ao trono está a proibição da presença de Andrew em eventos reais públicos e privados, incluindo sua coroação e outras ocasiões estatais. Ele estaria preocupado com a mensagem que a participação de Andrew enviaria às vítimas de abuso sexual.

Embora o Palácio de Buckingham tenha reiterado por muitos anos que não representa Andrew, este ainda foi convidado para eventos familiares, como o Natal em Sandringham e durante o funeral da Rainha Elizabeth II. Em diversas ocasiões, sua presença tem sido interpretada como apoio implícito à sua posição e suas negações das acusações feitas por Giuffre.

Questionamentos

Ainda assim, questionamentos persistem sobre porque Andrew e sua ex-esposa Sarah Ferguson continuam residindo na Royal Lodge, uma mansão luxuosa no complexo real em Windsor. As tentativas reportadas por Charles para persuadir Andrew a se mudar para Frogmore Cottage não foram bem-sucedidas.

A situação financeira e o acordo de arrendamento entre Andrew e o Crown Estate permanecem obscuros. Embora ele seja responsável pela manutenção do imóvel, não há clareza sobre como ele financia essa estadia. Mesmo se seus títulos forem revogados, isso não afetaria seu contrato atual.

Segundo o ‘The Guardian’, se William ainda não tiver tratado essa questão quando chegar ao trono, será interessante ver como ele lidará com essa situação delicada dentro da família real.