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Príncipe William estaria fazendo terapia para se tornar um verdadeiro diplomata, aponta jornal

A pedido de Charles III, o príncipe William estaria fazendo terapia; o objetivo seria desenvolver um perfil mais diplomático antes de assumir o trono

Príncipe William visitando a Cornualha em 2025 - Créditos: Getty Images

Desde que o Príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, deixaram suas funções na realeza e se mudaram para os Estados Unidos, a relação entre o filho mais novo do Rei Charles III e o herdeiro do trono, Príncipe William, tem sido marcada por tensões constantes.

Agora, de acordo com fontes ouvidas pelo portal Radar Online, o rei estaria pressionando William a iniciar um processo de terapia como parte de sua preparação para o trono. A ideia seria ajudá-lo a separar questões pessoais de suas responsabilidades institucionais e a desenvolver um perfil mais diplomático.

Segundo essas fontes, o monarca — que também lida com críticas recentes envolvendo seu irmão, Príncipe Andrew, além de seu próprio diagnóstico de câncer — acredita que a reconciliação entre seus filhos é fundamental para a estabilidade da monarquia.

“William está sendo encorajado a buscar apoio e suporte – efetivamente fazendo ‘terapia’ para treiná-lo para quando ele assumir o trono e prepará-lo para as demandas diplomáticas de um reinado. A mensagem que vem de cima é que ele precisa se tornar um verdadeiro diplomata, alguém que consiga superar as questões pessoais e pensar estrategicamente sobre o futuro da monarquia”, afirmou uma fonte, conforme informações do portal Monet.

De acordo com o informante, o rei já não acredita que a situação se resolverá por conta própria e considera necessária uma intervenção direta. “Ele não vê mais isso como algo que vai se resolver naturalmente. Da perspectiva dele, isso é sobre liderança e responsabilidade. E ele deixou claro que William precisa começar a pensar além da sua posição e considerar o melhor para a instituição como um todo, e trabalhar na sua natureza diplomática”, apontou.

Mudança de postura

Em conversas privadas, o monarca também teria ressaltado que o papel de William como herdeiro exige uma mudança de pensamento. “Charles acredita que ele precisa passar por muito treinamento ainda antes de estar preparado para o trono. Ele está efetivamente pedindo a William para colocar a monarquia em primeiro lugar e aprender como deixar as emoções de lado como parte do processo”, finalizou.

Outras fontes destacam que, embora pai e filho compartilhem posições semelhantes em temas globais, como as mudanças climáticas, o rei acredita que William precisa aprimorar sua capacidade de gerir emoções, especialmente ao lidar com líderes internacionais que pensam de forma diferente.

“Há uma clara sensação entre os membros mais antigos do círculo da realeza que isso tudo é sobre preparar William para a realidade do papel que ele vai herdar. A expectativa não é que ele abandone suas convicções, mas que aprenda a como expressá-las de uma forma que crie alianças e não fricções”, disse um funcionário do palácio.

“O sentimento é de que William precisa desenvolver disciplina emocional. Ele está sendo encorajado a refletir sobre como reage sob pressão e como essas reações são percebidas pelos outros, principalmente em um cenário internacional”, pontuou.

Objetivo do rei

Outra fonte reforçou que o objetivo do rei é transformar o herdeiro em um diplomata global. “Isso significa saber quando pressionar, quando se segurar e como navegar pelas complexas relações sem permitir que os sentimentos pessoais tomem conta.”

“Há também um entendimento de que o próximo monarca vai enfrentar um cenário global bastante diferente e que William precisa estar preparado para isso. Vai ser esperado dele que ele consiga conviver com líderes que tem visões com as quais ele discorda totalmente, sempre mantendo um diálogo construtivo”, disse um funcionário do palácio.

Esse processo, destaca a fonte, é visto como uma preparação de longo prazo. “O foco é assegurar que William esteja ‘equipado’ para representar a monarquia com compostura, restrição e pensamento estratégico, mesmo em situações que forem pessoalmente desafiadoras para ele”, concluiu.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.