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Premiê da Grécia anuncia medida que proíbe menores de 15 anos nas redes sociais

O anúncio foi feito através do TikTok em vídeo dirigido para os jovens da Grécia que usam a plataforma de entretenimento e outras redes

Primeiro-ministro da Grécia - Créditos: Reprodução/TikTok/Instagram/@kyriakos_

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, fez um vídeo anunciando uma medida que proíbe menores de 15 anos de usar redes sociais, utilizando-se do gesto viral 6 7 para alcançar os jovens da plataforma.

A medida tomada pela Grécia, anunciada na manhã desta quarta-feira, 8, vai proibir o acesso de menores de 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2027.

Em seu vídeo, o ministro reconheceu que muitos não gostarão da ideia, mas defendeu que a medida é necessária para impor limites e pensar na saúde mental das crianças e adolescentes.

A proibição não irá permitir o acesso ao Facebook, TikTok, Snapchat e Instagram. Redes como WhatsApp, Viber, Messenger e YouTube ficaram de fora dessa medida.

A Grécia se tornou o terceiro país a adotar uma restrição desse tipo. No fim de 2025, a Austrália proibiu as redes sociais para menores de 16 anos e a Indonésia, no início de março, começou a desativar contas de menores de 16 anos.

O premiê afirmou que a decisão foi tomada devido ao uso intenso das plataformas, o aumento de ansiedade e problemas de sono.

“Se algo nos faz sentir mais estressados, piores, menos legais do que realmente somos, então talvez valha a pena pisar no freio […] quando uma criança passa horas na frente de uma tela, sua mente não descansa”, afirmou no vídeo.

Segundo ele, as telas expõem os jovens à pressão constante de comparações e comentários online. Além disso, ele disse que relatos de pais sobre os filhos que ficam mais ansiosos e passam muito tempo nas telas o ajudaram na decisão.

Proibição na Europa

O premiê grego enviou uma carta a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentando a iniciativa como parte de uma pressão para levar a discussão ao nível da União Europeia, informou o UOL.

Sua proposta é que a UE adote a idade digital de maioridade de 15 anos e deseja uma resposta coordenada e rápida, para que medidas semelhantes sejam tomadas no mundo.

A Grécia já havia proibido o uso de celulares nas escolas e criado ferramentas de controle parental para limitar o tempo de uso.

A empresa ALCO realizou uma pesquisa que apontou que 80% dos entrevistados eram a favor do banimento.

O maior desafio é fazer com que as plataformas respeitem as regras, elas precisam adotar procedimentos de confirmação de idade e bloquear o acesso de menores de 15 anos.

Há duas semanas, a Austrália e a Indonésia elevaram o tom com as Big Tech, exigindo o cumprimento das regras.


*Sob supervisão de Giovanna Gomes