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Polonês desce Monte Everest de esqui sem oxigênio suplementar

Andrzej Bargiel completa feito inédito no alpinismo e revoluciona o esqui de montanha após encarar a "zona da morte" sem oxigênio suplementar

Monte Everest - Getty Images

O alpinista polonês Andrzej Bargiel tornou-se o primeiro a descer esquiando o Monte Everest (8.849 metros) sem utilizar oxigênio suplementar, segundo anunciou sua equipe nesta quinta-feira, 25. Bargiel alcançou o cume na segunda-feira e iniciou imediatamente a descida, registrando em vídeo o momento histórico: “Estou no topo da montanha mais alta do mundo e vou descer de esqui”.

Embora o Everest já tenha sido palco de descidas de esqui, nenhuma havia sido realizada de forma contínua e sem oxigênio adicional. A façanha foi confirmada por Chhang Dawa Sherpa, da empresa Seven Summit Treks, organizadora da expedição. O polonês desceu até o Acampamento 2, onde passou a noite, e no dia seguinte completou a jornada até o acampamento base, sempre sobre esquis.

Durante a descida, uma forte nevasca o obrigou a permanecer por 16 horas acima dos 8 mil metros, na chamada “zona da morte” — região onde a falta de oxigênio representa alto risco de vida. No acampamento base, Bargiel foi recebido com uma khada, tradicional lenço budista de boas-vindas.

Recorde celebrado

A conquista foi celebrada mundialmente. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, escreveu nas redes sociais: “O céu é o limite? Não para os poloneses! Andrzej Bargiel acaba de descer esquiando o Monte Everest”. Já sua equipe classificou o feito como um “marco revolucionário no esqui de montanha”.

Segundo ‘O Globo’, Bargiel soma agora mais um recorde à sua trajetória. Em 2018, ele se tornou o primeiro a descer esquiando o K2, no Paquistão, a segunda montanha mais alta do mundo. Tentativas anteriores no Everest, em 2019 e 2022, foram frustradas por uma formação de gelo e ventos fortes, respectivamente — até que, em 2025, conseguiu transformar o sonho em realidade.

Com o feito no Everest, Bargiel consolida sua posição entre os maiores nomes do alpinismo contemporâneo, combinando resistência física, técnica de esqui de alta montanha e ousadia em condições extremas. Especialistas destacam que a descida inaugura uma nova era no esporte, demonstrando que é possível unir o montanhismo clássico a modalidades radicais, mesmo nos cenários mais hostis do planeta.