Pela primeira vez, sarcófago de Ramsés II é exibido em Londres
Exposição “Ramsés e o Ouro dos Faraós” reúne 188 artefatos e exibe sarcófago original do faraó pela primeira vez fora do Egito

O sarcófago original de madeira que abrigou a múmia de Ramsés II está sendo exibido pela primeira vez em Londres como parte da mostra “Ramsés e o Ouro dos Faraós”. A exposição reúne 188 artefatos do reinado do faraó e propõe ao público uma imersão na história do Egito Antigo, em uma viagem de mais de 3.000 anos no tempo.
Instalada no NEON, na Battersea Power Station, a mostra foi inaugurada em 28 de fevereiro e integra uma turnê mundial que já passou por cidades como Paris, São Francisco, Sydney e Tóquio. Todos os objetos apresentados vieram de museus e sítios históricos do Egito e foram emprestados pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
Entre os destaques está o sarcófago de Ramsés II, que nunca havia deixado o Egito até então. A peça, ricamente trabalhada em madeira, integra o conjunto de relíquias associadas a um dos governantes mais emblemáticos do Antigo Egito. “É realmente uma das obras-primas da exposição”, disse o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Hisham el-Leithy.
Além do sarcófago, o público poderá ver múmias de animais, joias, amuletos e outros objetos associados ao poder e à religiosidade da época. A exposição apresenta ainda sarcófagos esculpidos, artefatos de luxo e itens ligados à realeza egípcia, compondo um panorama do reinado de Ramsés II e do contexto cultural em que ele governou.
Ramsés II foi membro da 19ª dinastia e permaneceu no trono por quase 67 anos. É frequentemente lembrado como um rei guerreiro que contribuiu para consolidar o auge da civilização do Antigo Egito. Seu legado inclui grandes projetos arquitetônicos, estratégias militares e diplomáticas e uma vasta descendência, com mais de 100 filhos.
Para transportar o acervo até Londres, foram mobilizados dois aviões de grande porte. “Usamos dois Boeing 747 lotados para transportar Ramsés. Então ele é um passageiro frequente”, disse Andreas Numhauser, diretor administrativo da World Heritage Exhibitions, empresa responsável pela organização da mostra.
Exposição especial
A experiência proposta ao público vai além da exibição tradicional de peças arqueológicas. A exposição inclui uma atividade imersiva de realidade virtual que leva os visitantes a cenários associados ao legado do faraó, como o túmulo da Rainha Nefertari e os templos de Abu Simbel. A proposta é ampliar a compreensão sobre a grandiosidade das construções e do período histórico retratado, repercute a CNN Brasil.
Com mais de três milênios de história, os artefatos reunidos em “Ramsés e o Ouro dos Faraós” oferecem uma visão detalhada do poder, da religião e da arte do Egito Antigo. A temporada londrina marca mais um capítulo da circulação internacional da exposição, que continuará a percorrer outros países após sua passagem pela capital britânica.
Ao reunir peças inéditas fora do território egípcio e recursos tecnológicos imersivos, a mostra busca destacar a relevância histórica de Ramsés II e seu impacto duradouro na memória e na cultura do Egito.