Pai de Henry Borel aguarda condenação de réus em júri popular
Quase cinco anos após o crime, o vereador Leniel Borel clama por justiça e pena máxima contra os acusados no julgamento marcado para o dia 23 de março

O julgamento do Caso Henry Borel já tem data marcada para o próximo dia 23 de março. Quase cinco anos após o crime que chocou o país, os réus enfrentarão o júri popular no Rio de Janeiro.
O vereador Leniel Borel, pai da vítima, manifestou forte expectativa por uma punição rigorosa contra os acusados do assassinato de seu filho.
Expectativa de pena máxima
Em entrevista à CNN Brasil, Leniel afirmou que espera uma condenação exemplar para o casal. “Eu espero, no mínimo, de 50 a mais de 70 anos para aqueles dois”, declarou o parlamentar. Ele ressaltou que, embora busque a pena máxima, acredita que nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda brutal da criança.
A acusação sustenta que o crime foi marcado por extrema crueldade. Para o pai de Henry, o processo está solidamente fundamentado em milhares de páginas de inquérito.
Além disso, a recuperação de mensagens apagadas nos celulares dos envolvidos é apontada por ele como um diferencial técnico crucial para a condenação.
Relembre o crime brutal
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho. Na época, Jairinho exercia o cargo de vereador e médico, títulos que perdeu após as investigações. O laudo do IML apontou 23 ferimentos no corpo do menino, indicando hemorragia interna provocada por ação contundente.
Inicialmente, os réus alegaram que a criança havia sofrido um acidente doméstico ao cair da cama. Contudo, as investigações da Polícia Civil revelaram uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto com o consentimento da mãe.
Monique e Jairinho respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação e fraude processual.
Situação jurídica dos acusados
A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão preventiva de Monique Medeiros em decisões recentes, após uma série de recursos nos tribunais superiores. O ministro Gilmar Mendes, do STF, foi um dos magistrados a determinar o retorno da ré ao cárcere devido à gravidade do delito.
Atualmente, ambos aguardam o julgamento presos. O desfecho do caso no tribunal do júri encerra um ciclo de espera da família por justiça. Leniel reforça que, se o crime tivesse ocorrido em outros países, as punições poderiam ser ainda mais severas, como a prisão perpétua.
*Sob supervisão de Éric Moreira