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Os artefatos da Idade da Pedra submersos na Dinamarca

Assentamento da Idade da Pedra no fundo do mar dinamarquês revela segredos sobre a evolução e adaptação humana

Idade da Pedra submersa
Exploração dos artefatos submersos - Divulgação/Soren Christian Bech

Durante o último verão europeu, mergulhadores exploraram as profundezas do mar, a aproximadamente oito metros de profundidade, nas proximidades de Aarhus, a segunda maior cidade da Dinamarca, e conseguiram coletar evidências de um assentamento da Idade da Pedra no fundo do mar.

Essa iniciativa faz parte de um ambicioso projeto internacional que se estenderá por seis anos, com investimento de £11,3 milhões (aproximadamente R$ 82 milhões), financiado pela União Europeia. O projeto reúne pesquisadores da Universidade de Aarhus, da Universidade de Bradford no Reino Unido e do Instituto de Pesquisa Costeira Histórica da Baixa Saxônia, na Alemanha.

O objetivo principal é mapear partes dos fundos marinhos do Mar Báltico e do Mar do Norte, enquanto se exploram cenários submersos da Europa do Norte e se revelam assentamentos da Idade da Pedra perdidos devido à expansão de parques eólicos offshore e outras infraestruturas marítimas.

O arqueólogo subaquático Peter Moe Astrup, que lidera as escavações subaquáticas na Dinamarca, observou ao The Independent que a maioria das evidências de tais assentamentos foi encontrada até agora em locais mais afastados da costa da Idade da Pedra.

Aqui, na verdade, temos uma antiga linha costeira. Encontramos um assentamento posicionado diretamente na costa”, afirmou. “O que realmente tentamos descobrir aqui é como era a vida em um assentamento costeiro.”

Idade da Pedra

A subida dos níveis do mar após a última era glacial submergiu assentamentos da Idade da Pedra e forçou a população humana de caçadores-coletores a se deslocar para o interior. De acordo com relato do pesquisador Moe Astrup ao jornal, há cerca de 8.500 anos, os níveis do mar aumentaram cerca de 2 metros (6,5 pés) por século.

Moe Astrup e seus colegas do Museu Moesgaard em Højbjerg, próximo a Aarhus, escavaram uma área de aproximadamente 40 metros quadrados (430 pés quadrados) no pequeno assentamento descoberto logo fora da costa atual.

As primeiras imersões revelaram ossos de animais, ferramentas de pedra, pontas de flecha, um dente de foca e um pequeno pedaço de madeira trabalhada, provavelmente uma ferramenta simples. Os pesquisadores estão examinando o local metro a metro utilizando uma espécie de aspirador subaquático para coletar material destinado a futuras análises.

As expectativas são altas quanto à possibilidade de descobrir arpões, anzóis ou vestígios de estruturas utilizadas para pesca.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.